segunda-feira, 17 de abril de 2017

Maratona de Madrid 2017 - A dias de começar

O tempo passa realmente a voar, ainda ontem entrámos em 2017 e já estamos a meio de Abril. Chega a ser assustador a velocidade com que o tempo passa. A entrada em 2017 marcou também o inicio da minha preparação para a Maratona de Madrid, que vai decorrer dia 23 de Abril. A 6 dias de tentar concluir com sucesso a minha 2ª Maratona de sempre, é tempo de fazer um balanço quase final da preparação, e que perspectivas tenho para a prova.


É isto que me espera na Maratona de Madrid. Foram abertas 32.000 inscrições para Maratona, Meia-Maratona e 10 kms. Será a minha segunda vez a competir fora de Portugal, e o cenário tem tudo para ser fabuloso, mas não vou lá para passear.

Estou a um/dois treinos de concluir minha preparação. Desde iniciei minha preparação, fiz um pouco mais de 700 kms divididos em cerca de 60 treinos, com três (creio) provas de preparação incluídas. Até há cerca de um mês estava tudo a correr bem, mas entretanto as coisas não têm estado bem. Tracei como objectivo pessoal para a prova, conseguir acabar abaixo 03:30:00, pelo que todo meu treino passou por conseguir meter um ritmo natural na ordem dos 04:55, tentando precaver-me com a perda natural de ritmo, após atingir a famosa parede. Há cerca de 3 semanas, e seguindo o plano, fiz um treino longo de 30 kms que correu bem. Percorri a distância em cerca de 02:29:00 e só quebrei a valer por volta do km 29, o que me deixou animado. Na semana seguinte, era suposto ser um treino mais curto de 16kms a 21kms, mas acabei desistindo ao por volta do km 7.5. Simplesmente a cabeça desligou, estava a correr sem vontade confesso, e de um momento para o outro, a cabeça simplesmente não quis estar ali, e pura e simplesmente não consegui contrariar. Meti na cabeça, que era melhor não forçar para não saturar ainda mais, e deixar melhores dias virem. 
No Domingo seguinte, o planeado era fazer o segundo treino longo da preparação, quiçá o mais importante, e fazer 33-35kms. Novamente desisti, desta vez por volta do km 21.5. Foi mais um treino atípico. Acordei bastante cansado, com o corpo claramente a querer dizer-me que devia ficar na cama e não ir para a rua, naquela que seria o meu primeiro treino debaixo de forte calor. Primeiros kms custaram bastante até entrar no ritmo, mas depois por volta do km 7 as coisas melhoraram e fiz cerca de 11 kms dentro do ritmo pretendido. A partir dai, comecei a ter muitas dificuldades em manter o ritmo, parei algumas vezes, abrandei ainda mais na tentativa de pelo menos fazer a distância, e de novo a uma certa altura a cabeça voltou a dizer chega, e não consegui contrariar. 
Naturalmente fiquei preocupado e desanimado. Foi um treino para onde fui cansado, desidratado, e pelas sensações que o corpo transmitiu durante o treino em si, e as dores musculares que senti nos alongamentos no fim, deixaram-me preocupado. No dia seguinte, procurei um treinador de atletismo, no sentido de tentar perceber o que se estaria a passar, e o que fazer para tentar minimizar o que estou a sentir. A opinião dele foi clara "teu corpo está cansado.. talvez falta de oxigenação.. tenha contribuido para a tua cabeça não querer estar ali..". Fez sentido para mim. Se tiver que dar minha opinião.. estou com fadiga muscular e mental.. não estou com a garra.. entusiasmo que estava em 2016, e isso naturalmente reflecte-se.
A semana anterior à data em que escrevo este artigo, fiz uns treinos diferentes, a conselho deste treinador, com a intenção de espevitar o corpo, acompanhado de umas ampolas para quem está a sofrer de fadiga. A semana correu bem, mas no último treino longo do plano de treinos, de novo dificuldades. Desta vez consegui concluir o treino, 16kms, e dentro do tempo previsto, mas com muito esforço. Esforço a mais para uma distância tão curta. A uma  semana da prova, deveria fazer esta distância com uma perna às costas, mas não foi o caso. De novo, senti dores em todos os alongamentos que fiz e de novo estou meio "aparvalhado" o sucedido.
Tentei descansar, dormir mais que o normal, mas o corpo parece que não reage mesmo.
Por outro lado ando há algumas semanas com problemas num pé, daqueles problemas que só com repouso prolongado se resolve, mas que espero não ser impeditivo de acabar a prova, e por outro lado uma contractura nas costas já crónica, que me chateia há quase 2 meses non stop. Ossos do ofício.

E pronto, é este o estado na nação. Ultimamente, tenho ido para as provas sem qualquer expectativa, e tenho sempre tido agradáveis surpresas, mas não tenho a mais pequena duvida que um dia a prova em si será igual ou pior à expectativa com que a inicio.

É mais que óbvio que este tipo de situações faz parte deste desporto, e que nem sempre tudo irá correr bem. Lembro-me bem das reservas com que fui para a minha primeira Maratona em 2016, mas essas reservas eram por questões diferentes. Desta vez, não tive qualquer problema com os meus joelhos felizmente, e até há 3 semanas tudo estava a decorrer conforme planeado. Mas agora tanto o corpo como a mente estão em claro défice.

Não há nada como a primeira vez, e gostava que a cabeça pelo menos, estivesse com a força toda, mas confesso que não está. Com a prova, o ambiente, estar rodeado de milhares de atletas, tudo isso vai dar um pouco de força e adrenalina (assim o espero), mas tenho que me mentalizar que será uma prova, em que verei seu o fim, apenas graças a muito coração e cabeça. Graças a muito esforço.
Se estiver calor, vejo como impossível fazer a menos de 03:30:00, e só posso pensar em acabar mesmo, mas as sensações que tiver nos primeiros kms é que vão ditar minha postura para a prova. Se for como tem sido nas últimas semanas, procurarei gerir para acabar. Se por outro lado tiver boas sensações, ai sim tentarei ir para o tempo pretendido.

Gostava de estar com outra confiança, mas tal não será possível. Única coisa que desejo é acabar mesmo.

Boas corridas


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domingo, 2 de abril de 2017

Corrida Dia do Pai Porto 2017 - Rescaldo

Já se tornou uma tradição participar nesta corrida. Foi nesta prova que me estreei nestas andanças, e desde então creio que não falhei um ano. Felizmente abordei esta prova sem os problemas/preocupações que tive um ano antes, pelo que a expetativa era sobretudo divertir-me. Com a preparação para a Maratona de Madrid a rolar mais ou menos conforme planeado, fui para este prova sem pretensões ao nível de tempo, mas já assim foi noutras provas, e depois acabei tendo prestações bem agradáveis. Será que desta vez foi assim?


A foto diz tudo não diz? Nossa tinha muitos atletas. Dá gozo ver a moldura humana que esta prova tem, ano após ano, mostrando que o desporto não pára de crescer. 

Como foi a prova?
Um dos erros que cometo sistematicamente, é que vou para o local de partida muito em cima da hojra, o que faz com que parta atrasado. Desta vez não foi exceção. Embora me tinha inscrito no grupo dos mais rápidos, a verdade é éramos mesmo muitos. Há hora prevista, foi dado o tiro de partida.

Foram precisos mais perto de 3 kms até conseguir correr sem tanta gente dos lados, e sobretudo sem ter que ultrapassar constantemente outros participantes. Naturalmente, os mais rápidos já lá iam, mas nao obstante isso, o facto de não partir logo colado a atletas melhor preparados que eu, dificulta a vida de quem quer lutar por record pessoal. Se conseguirmos logo á partida coluramo-nos a alguém mais rápido, temos mais hipóteses de conseguir melhorar nossa marca pessoal.

Antes da prova começar tive tempo de decidir o que queria fazer. "Matar-me" pelo melhor resultado possível, ou ir um pouco mais relaxado. Como o tempo estava perfeito para correr, decidi começar bem forte, e ver até onde podia aguentar. Meus parciais não enganaram. Primeiros 2 kms rondaram o 04:00, reflexo em parte da confusão da partida, e depois até ao km 5 fui sempre num ritmo bem constante a rondar os 03:55. Depois disso comecei a pagar o esforço de estar a correr a um ritmo que não costuma correr, e para o qual não me preparei devidamente. Afinal preparar para uma Maratona não é o mesmo que preparar para provas curtas. 
Esta prova não é a ideal para tempos, ali pelo km 7 apanhamos parte da subida para Avenida Boavista, que por norma causa muitos danos. Como já conheço bem o percurso, procurei gerir meu esforço nessa fase. 
Quando demos meia volta na subida para a Avenida da Boavista, deixei passar uns 10/15s para baixar um pouco as BPM, e aproveitando o facto de ser a descer, acelerei o mais que pude, o que se refletiu de imediato no parcial do km 8, onde a uma dada altura sou ultrapassado por outro corredor, claramente num ritmo mais rápido. Tentei acompanhar mas sem hipótese, era demais para mim.


Esta foi a foto mais "simpática" que me tiraram, porque na verdade não ia 100%, ia a 110%. Foi uma parte final de faca nos dentes, a sofrer muito, na tentativa de fazer o melhor tempo possível.
Terminei a prova com 9.80kms no relógio e fiquei deveras chateado com isso, pois fiz tempo para record pessoa. Que fiz? Pausei o relógio, e mal tive oportunidade fiz os restantes 20m, até chegar aos 10kms, com o cuidado de tentar fazê-los ao ritmo com que acabei. Fiz batota? Um pouco quiça, mas quem corre sabe bem o que isto é. Matei-me para fazer o tempo que fiz, e não ia deixar que 20m me tirassem meu record pessoal.
 Meu tempo final? 00:39:10 cerca de menos 20s que meu record pessoal anterior.

Terá sido a terceira ou quarto vez que assumidamente fui para uma prova sem expetativas de record pessoal, e depois saio com record pessoal. Garanto que não é bluf, mas o que é certo é que tem resultado.

Esta foi a minha última prova antes da Maratona de Madrid, onde espero não só chegar ao fim, mas conseguir melhor minha marca pessoal.

Boas corridas para todos

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sábado, 11 de março de 2017

Análise - Adidas Supernova Glide Boost 9

Nos últimos 3 anos, as Adidas Supernova Glide Boost tornaram-se numa referência em sapatos de corrida. A qualidade da passada que proporcionava em harmonita com o facto de ser ao mesmo tempo firme e suave, o espaço que proporcionava para os pés (por vezes um problema na Adidas pelo que alguns experts diziam), tornaram este modelo algo a ter em conta para qualquer tipo de corredor.

Quando comprei as Glide Boost 6, fiquei muito admirado com o quão boas elas eram. Sentia-me super bem nelas, era fácil correr rápido, sentia mesmo aquele retorno de energia à minha passada, tão plocamado pela marca. E estas boas sensações que elas provocavam, ajudaram a que fossem consideradas os melhores sapatos de corrida de 2016 em pelo menos um ou dois sites da especialidade.

Naturalmente quando foi hora de trocar as minhas Glide 6, foi impossivel não me manter neste modelo, e acabei comprando as Glide 9. A durabilidade e qualidade da passada que proporcionava tornou esta opção algo fácil de fazer, até porque as comprei a um preço muito bom.

Não conhecendo em detalhe o modelo anterior, as Glide 8, visualmente senti bastante diferenças para as que tinha. Logo à partida achei que eram mais reforçadas que as anteriores. Destaco aquele espécie de plástico esverdeado que tem atrás mesmo acima da sola. Fui comprar pesos e bate certo. Terá ganho cerca de 11grs, passando de 295 para 311.
Tendo feito perto 150kms com elas, já dá para ter uma ideia boa do que são e não são. E claramente senti diferenças para as Glide 8. Não tive o mesmo tipo de sensações que tinha na Glide 6, quase pareciam outro modelo. 

A sola está muito modificada face ao que era anteriormente, e visualmente vê-se claramente vemos muito mais daquele espécie de esferovite a que chamam Boost. E isto naturalmente, tem que provocar diferenças na maneira como lidam com o peso. A ideia parece-me foi no sentido de dar mais suporte à passada, mais amortecimento talvez para a direcionar para distâncias mais longos. Por outro lado, e mesmo ao fim de 150kms, ainda não sei se já consegui quebrar aquela resistência inicial. Li algures que neste modelo demora um bocado. Peso 72 kg pelo que não sou muito pesado, mas não obstante isso não senti tanta suavidade como sentia nas 6. Sente-se o volume Boost extra sem duvida, mas não me parecem tão suaves como as 6. A pisada é sem duvida mais firme que anteriormente, devido talvez a ter mais 20% de Boost.


Continuam a ser umas sapatilhas excelentes, e adoraria correr com elas sem dores. Uma lesão no pé esquerdo não ajuda obviamente a ter sensações exactas, e sinceramente acho que vou precisar de mais kms e talvez outro modelo para comparar devidamente e auferir se a médio prazo, estas alterações vão ter outros efeitos ou não. O que me parece claro, é que vão poder correr distâncias mais longas agora.

Esteticamente, gostos não se discutem, mas acho-as lindas como sempre. A nesta cor, posso dizer a que a Adidas começa a arriscar mais neste aspecto. 
A sola é mais uma vez uma parceria com a Continental, e eu pelo menos adoro. Aqui não tenho a mais pequena duvida que são talvez as que mais aderência oferecem em todas as condições. Já quanto à durabilidade, se for como as 6, então vão ter sapatos para muito tempo, comparativamente com alguns concorrentes.

E pronto, não obstante uma mudança drástica face aos modelos anteriores, que provavelmente a aproximam mais de outros modelos da marca, como as Ultra Boost, mais orientados para maiores distâncias, quiçá, o seu público-alvo terá mudado, não deixam de ser uma boa opção para qualquer corredor.

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Trail Expedição ao S. Gonçalo 2017 - Rescaldo

Escrever uma crónica quase duas semanas na prova, não é o ideal. O trabalho e os treinos absorvem muito tempo e energia, e depois não há cabeça para escrever, mas enfim, vamos lá. Uma semana após meu primeiro trail em alguns meses, voltei a uma zona de Barcelos onde já corri algumas vezes, para participar no Trail Longo de 26 kms ao S. Gonçalo. No papel, o dobro da distância do trail que fiz uma semana antes apenas.

Na últimas provas que tenho feito, de vez em quando lá acontecem situações de stress e desta vez não foi excepção, desta vez por culpa minha. A minha equipa não fica sediada na cidade onde vivo, pelo que muitas vezes meus colegas só me entregam meu dorsal no dia da prova. Nesta prova havia trail longo e trail curto, e desta vez quase todos os meus colegas inscreveram-se no Trail Curto. Por burrice minha, pedi para me inscrever no curto também, cerca de um mês antes, mas depois fui para a prova convencido que estava inscrito no trail longo. Resultado, o tempo passar e meus colegas nada. Tiro de partida dado, e meus colegas nada. Até que uns 2 a 3 min depois do inicio da partida, meus colegas lá aparecem. Vou a correr ter com eles, e é ai que constato que me estava inscrito no trail curto. Uma rápida troca de dorsais com outro colega que estava inscrito no Trail Longo, mas que ia fazer o curto, e lá parti eu, sem aquecer e com uns 4min de atraso.


A altimetria não engana, era uma prova com muita subida e descida, típico desta zona. O inicio da prova foi naturalmente difícil. Sem aquecer, preocupei-me em ir o mais rápido que pude, para não correr o risco de me perder, pois o inicio da prova era em asfalto como sempre. Lá consegui entrar no trilho certo, mas custou-me. A asma não gosta do frio, pelo que levei quase 1h a estabilizar minhas pulsações. 

A prova em si até me correu melhor que o esperado. Fui sempre sozinho, recuperando alguns lugares e conseguindo sempre manter um bom ritmo. Senti uma quebra ali perto do km 20, mas fora isso eu diria que a prova me correu melhor que o esperado. Infelizmente, as sapatilhas que uso são mesmo só indicadas para trails curtos, pois passando dos 20 kms começo a sentir dores na planta do pé, e desta vez essa lesão foi forte digamos, porque duas semanas depois ainda tenho problemas no pé esquerdo, tanto que desisti de fazer trails até à Maratona de Madrid.
Mas voltando à prova, o tempo final de 03:06:02 foi para o meu nível. Pena a lesão que me vai afastar dos trails por uns tempos. Claramente terei que investir noutros sapatos.

A prova foi muito bem organizada, tudo bem marcado, bem recebidos na localidade como sempre, uma daquelas provas que podem e devem fazer um dia. O cenário é lindo, e felizmente não estava já aquele frio de rachar.

Próxima prova, será já um clássico para mim. A Corrida do Dia do Pai no Porto.

Aquele abraço
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quarta-feira, 1 de março de 2017

Trail Nossa Senhora da Guia 2017 - Rescaldo

Quase três meses após meu último trail, e fresco da Meia Maratona de Braga, finalmente voltei aos trilhos, participando num trail solidário, curto mas com um acumulado bem interessante para a pouca distância da prova. O objetivo era apenas reabituar-me ao sobe e desce típico das montanhas, e começar a pensar em trails futuros mais duros.


Gosto muito deste tipo de provas, em localidades mais remotas. Somos sempre bem recebidos e tratados, e o próprio ambiente é bem mais light. Sendo a primeira vez que este trail foi organizado nesta localidades, obviamente que não se podia ter grandes expetativas, mas àparte algum atraso na partida, posso dizer que foi uma prova bem organizada, e onde recebi a melhor medalha de sempre, feita por crianças da Creche local.

 
Como disse na introdução, era uma prova bem curta, com apenas 13 kms, mas com 600m de acumulado, pelo que como podem praticamente não havia piso plano, era essencialmente sobe e desce. Com minha preparação para a Maratona de Madrid a passar essencialmente por estrada, naturalmente esperava dificuldades nas subidas, mas como era uma prova curta, decidi arriscar e puxar aquilo que me era possível. E até ao pico final, fui fazendo as subidas bem, quebrando apenas um pouco na parte final.


Fiquei bem perto do que penso ser um tempo minimamente aceitável para a prova em questão, 01:30:33, mas isso não importa minimamente. Como foi uma prova curta, deu para gozar muito algumas das descidas que apanhei, matei saudades do monte e diverti-me.

Venha-se a próxima prova :)
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