sábado, 11 de março de 2017

Análise - Adidas Supernova Glide Boost 9

Nos últimos 3 anos, as Adidas Supernova Glide Boost tornaram-se numa referência em sapatos de corrida. A qualidade da passada que proporcionava em harmonita com o facto de ser ao mesmo tempo firme e suave, o espaço que proporcionava para os pés (por vezes um problema na Adidas pelo que alguns experts diziam), tornaram este modelo algo a ter em conta para qualquer tipo de corredor.

Quando comprei as Glide Boost 6, fiquei muito admirado com o quão boas elas eram. Sentia-me super bem nelas, era fácil correr rápido, sentia mesmo aquele retorno de energia à minha passada, tão plocamado pela marca. E estas boas sensações que elas provocavam, ajudaram a que fossem consideradas os melhores sapatos de corrida de 2016 em pelo menos um ou dois sites da especialidade.

Naturalmente quando foi hora de trocar as minhas Glide 6, foi impossivel não me manter neste modelo, e acabei comprando as Glide 9. A durabilidade e qualidade da passada que proporcionava tornou esta opção algo fácil de fazer, até porque as comprei a um preço muito bom.

Não conhecendo em detalhe o modelo anterior, as Glide 8, visualmente senti bastante diferenças para as que tinha. Logo à partida achei que eram mais reforçadas que as anteriores. Destaco aquele espécie de plástico esverdeado que tem atrás mesmo acima da sola. Fui comprar pesos e bate certo. Terá ganho cerca de 11grs, passando de 295 para 311.
Tendo feito perto 150kms com elas, já dá para ter uma ideia boa do que são e não são. E claramente senti diferenças para as Glide 8. Não tive o mesmo tipo de sensações que tinha na Glide 6, quase pareciam outro modelo. 

A sola está muito modificada face ao que era anteriormente, e visualmente vê-se claramente vemos muito mais daquele espécie de esferovite a que chamam Boost. E isto naturalmente, tem que provocar diferenças na maneira como lidam com o peso. A ideia parece-me foi no sentido de dar mais suporte à passada, mais amortecimento talvez para a direcionar para distâncias mais longos. Por outro lado, e mesmo ao fim de 150kms, ainda não sei se já consegui quebrar aquela resistência inicial. Li algures que neste modelo demora um bocado. Peso 72 kg pelo que não sou muito pesado, mas não obstante isso não senti tanta suavidade como sentia nas 6. Sente-se o volume Boost extra sem duvida, mas não me parecem tão suaves como as 6. A pisada é sem duvida mais firme que anteriormente, devido talvez a ter mais 20% de Boost.


Continuam a ser umas sapatilhas excelentes, e adoraria correr com elas sem dores. Uma lesão no pé esquerdo não ajuda obviamente a ter sensações exactas, e sinceramente acho que vou precisar de mais kms e talvez outro modelo para comparar devidamente e auferir se a médio prazo, estas alterações vão ter outros efeitos ou não. O que me parece claro, é que vão poder correr distâncias mais longas agora.

Esteticamente, gostos não se discutem, mas acho-as lindas como sempre. A nesta cor, posso dizer a que a Adidas começa a arriscar mais neste aspecto. 
A sola é mais uma vez uma parceria com a Continental, e eu pelo menos adoro. Aqui não tenho a mais pequena duvida que são talvez as que mais aderência oferecem em todas as condições. Já quanto à durabilidade, se for como as 6, então vão ter sapatos para muito tempo, comparativamente com alguns concorrentes.

E pronto, não obstante uma mudança drástica face aos modelos anteriores, que provavelmente a aproximam mais de outros modelos da marca, como as Ultra Boost, mais orientados para maiores distâncias, quiçá, o seu público-alvo terá mudado, não deixam de ser uma boa opção para qualquer corredor.

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Trail Expedição ao S. Gonçalo 2017 - Rescaldo

Escrever uma crónica quase duas semanas na prova, não é o ideal. O trabalho e os treinos absorvem muito tempo e energia, e depois não há cabeça para escrever, mas enfim, vamos lá. Uma semana após meu primeiro trail em alguns meses, voltei a uma zona de Barcelos onde já corri algumas vezes, para participar no Trail Longo de 26 kms ao S. Gonçalo. No papel, o dobro da distância do trail que fiz uma semana antes apenas.

Na últimas provas que tenho feito, de vez em quando lá acontecem situações de stress e desta vez não foi excepção, desta vez por culpa minha. A minha equipa não fica sediada na cidade onde vivo, pelo que muitas vezes meus colegas só me entregam meu dorsal no dia da prova. Nesta prova havia trail longo e trail curto, e desta vez quase todos os meus colegas inscreveram-se no Trail Curto. Por burrice minha, pedi para me inscrever no curto também, cerca de um mês antes, mas depois fui para a prova convencido que estava inscrito no trail longo. Resultado, o tempo passar e meus colegas nada. Tiro de partida dado, e meus colegas nada. Até que uns 2 a 3 min depois do inicio da partida, meus colegas lá aparecem. Vou a correr ter com eles, e é ai que constato que me estava inscrito no trail curto. Uma rápida troca de dorsais com outro colega que estava inscrito no Trail Longo, mas que ia fazer o curto, e lá parti eu, sem aquecer e com uns 4min de atraso.


A altimetria não engana, era uma prova com muita subida e descida, típico desta zona. O inicio da prova foi naturalmente difícil. Sem aquecer, preocupei-me em ir o mais rápido que pude, para não correr o risco de me perder, pois o inicio da prova era em asfalto como sempre. Lá consegui entrar no trilho certo, mas custou-me. A asma não gosta do frio, pelo que levei quase 1h a estabilizar minhas pulsações. 

A prova em si até me correu melhor que o esperado. Fui sempre sozinho, recuperando alguns lugares e conseguindo sempre manter um bom ritmo. Senti uma quebra ali perto do km 20, mas fora isso eu diria que a prova me correu melhor que o esperado. Infelizmente, as sapatilhas que uso são mesmo só indicadas para trails curtos, pois passando dos 20 kms começo a sentir dores na planta do pé, e desta vez essa lesão foi forte digamos, porque duas semanas depois ainda tenho problemas no pé esquerdo, tanto que desisti de fazer trails até à Maratona de Madrid.
Mas voltando à prova, o tempo final de 03:06:02 foi para o meu nível. Pena a lesão que me vai afastar dos trails por uns tempos. Claramente terei que investir noutros sapatos.

A prova foi muito bem organizada, tudo bem marcado, bem recebidos na localidade como sempre, uma daquelas provas que podem e devem fazer um dia. O cenário é lindo, e felizmente não estava já aquele frio de rachar.

Próxima prova, será já um clássico para mim. A Corrida do Dia do Pai no Porto.

Aquele abraço
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quarta-feira, 1 de março de 2017

Trail Nossa Senhora da Guia 2017 - Rescaldo

Quase três meses após meu último trail, e fresco da Meia Maratona de Braga, finalmente voltei aos trilhos, participando num trail solidário, curto mas com um acumulado bem interessante para a pouca distância da prova. O objetivo era apenas reabituar-me ao sobe e desce típico das montanhas, e começar a pensar em trails futuros mais duros.


Gosto muito deste tipo de provas, em localidades mais remotas. Somos sempre bem recebidos e tratados, e o próprio ambiente é bem mais light. Sendo a primeira vez que este trail foi organizado nesta localidades, obviamente que não se podia ter grandes expetativas, mas àparte algum atraso na partida, posso dizer que foi uma prova bem organizada, e onde recebi a melhor medalha de sempre, feita por crianças da Creche local.

 
Como disse na introdução, era uma prova bem curta, com apenas 13 kms, mas com 600m de acumulado, pelo que como podem praticamente não havia piso plano, era essencialmente sobe e desce. Com minha preparação para a Maratona de Madrid a passar essencialmente por estrada, naturalmente esperava dificuldades nas subidas, mas como era uma prova curta, decidi arriscar e puxar aquilo que me era possível. E até ao pico final, fui fazendo as subidas bem, quebrando apenas um pouco na parte final.


Fiquei bem perto do que penso ser um tempo minimamente aceitável para a prova em questão, 01:30:33, mas isso não importa minimamente. Como foi uma prova curta, deu para gozar muito algumas das descidas que apanhei, matei saudades do monte e diverti-me.

Venha-se a próxima prova :)
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Meia Maratona de Braga 2017 - Rescaldo

Ultimamente tenho tido a vida muito ocupada, retirando-me tempo, cabeça e por vezes vontade até de vir escrever. Não gosto que assim seja, mas não tem sido fácil. Mas pronto, feito o desabafo venha-se o rescaldo.
Passaram pouco mais de 2 meses desde a minha última prova, a Meia Maratona de Vigo onde melhorei a minha marca pessoal aos 21 kms, encerrando assim em beleza o ano mais preenchido a nível de corridas que já tive. Desde então, foi tempo de ir mantendo a forma, e começar 2017 já a pensar na Maratona de Madrid em Abril. E dentro desse plano, estava a Meia Maratona de Braga, prova que já havia feito em 2016. Semanas antes tinha o objetivo de atacar nesta prova os 90 min à distância. Será que consegui?


Fui para esta prova com vinte e tal treinos realizados em 2017, a pensar na Maratona de Madrid. Por varias razões, não consegui treinar mais do que 4 vezes por semana, pelo que o progresso embora melhor que na preparação para a Maratona do Porto, não estava a ser o desejado. Passei uma fase muito complicado, com grandes exigências a nível pessoal e profissional, que me proporcionaram mais de um mês sem descanso suficiente, sem poder dormir as horas que necessitava etc. Tudo isto levou a que meu corpo se ressentisse, o que me fez passar algumas semanas adoentados, até que decidi parar 4 dias com qualquer tipo de treino, a ver se consegui recuperar. Isto ajudou, mas obviamente tirou-me forma, e com isso lá se foi o meu objetivo de atacar nesta prova os 90 min.

Dia da prova
Estavam condições ideiais para pessoas que como eu, sofrem de bronquite asmática, chuva! Com a chuva o ar fica limpo, e como tal conseguirmos respirar melhor, pelo que logo por ai fiquei com algum ânimo. Depois o aquecimento deu-me boas sensações, melhores do que as que tinha tido nos treinos anteriores, pelo que decidi iniciar a prova numa de deixa ver no que dá, mesmo sabendo que não estava certamente nas melhores condições para conseguir meu grande objetivo à distância. Meu plano tentar passar primeira metade da prova num ritmo entre os 04:20 e 04:25, para depois atacar, caso houvesse pernas.
Conhecia bem o percurso, e sabia que a segunda metade era mais rápida que a primeira. Além disso retiraram do percurso uma parte que subia muita para o que é normal numa prova de estrada, o que automaticamente tornou esta prova mais rápida.


Pois bem, começou a prova e lá fui eu. Não consegui começar no ritmo pretendido, sobretudo por receio. Receio de quebrar na parte final, pelo que fui-me aguentando naquele ritmo. A primeira metade da prova, embora plano, tinha sempre alguma inclinação, pelo que mal demos meia volta, foi tempo de atacar. Colei-me a outro atleta claramente mais confortável que eu, e lá fomos. Para surpresa minha senti-me super bem, até ao km 15 onde comecei a quebrar. A partir dai passou a ser faca nos dentes, sempre em sofrimento, provando que minha preparação não estava à altura do ritmo que estava a tentar imprimir. Numa zona de reforço a minha "boleia" deu-me 2 metros de avanço, mas com muito esforço, consegui não o deixar escapar, o que ajudou ao tempo final. Mesmo com grande esforço, consegui aproveitar esta boleia e a inclinação favorável, para me manter abaixo dos 04:15 até ao km 18, onde o percurso deu nova meia volta, desta vez até à meta. Os 3 kms finais foram de novo com alguma inclinação positiva e vento de frente, o que dificultou mais as coisas. Mesmo assim, dei o que tinha e não tinha, passei minha boleia, e foi sempre no limite até à meta. Terminei a prova com o tempo final de 01:31:45.

Voltei a melhorar meu record pessoal, pelo que devia ficar satisfeito com isso, mas confesso, terminei a proa com um xxxxx-se... por frustração. Embora tenha dado tudo o que tinha e não tinha, senti que podia ter feito melhor na primeira metade. Seja como for, após dois meses sem competir, foi uma boa maneira de começar a época, e sobretudo tenho que continuar grato por correr sem problemas de maior.

Venha-se os próximos capítulos de 2017.
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sábado, 10 de dezembro de 2016

Rescaldo - Meia Maratona de Vigo 2016

Posso dizer com alguma satisfação que 2016 acabou sendo o melhor ano que tive até agora, no que toca a corridas. Fiz mais corridas que nunca, e consegui o meu grande objetivo. Participar e concluir uma Maratona. As semanas que se seguiram à Maratona não foram fáceis, mas após quatro semanas as coisas começaram a normalizar. A época 2016 acabou com uma boa surpresa, pois melhorei meu record pessoal na Meia Maratona, quando nada o fazia prever.


Fresco de participar na Meia Maratona de Famalicão, e correndo o risco de parecer cliché, mas fui para Vigo sem qualquer expetativas no que toca a tempos, pensando apenas em rolar a bom ritmo, mas sem entrar em loucuras. Desde a Maratona do Porto que diminui os treinos (e muito), e tenho-me dedicado a outros prazeres da vida, como sair à noite e comer coisas que não se deve comer.
A noite anterior à prova não foi exceção, com um jantar de Natal. Não me neguei a absolutamente nada, comi muito mais do que devia, e sobretudo diverti-me. A vida não é só correr!

Dia da prova
Acordei por volta das 06:30 com cerca de 2h30 de sono. Consegui chegar a Vigo com tempo suficiente para pegar meu dorsal e arranjar local para estacionar o carro. Gosto muito de Vigo! É uma cidade diferente do que se costuma ver em Portugal. Faz-me lembrar algumas cidades americanas. Muitas ruas, sobe e desce, e prédios e mais prédios. O cenário prometia.
Fui fazer ao meu aquecimento, e pelos atletas que ia cruzando, parecia que não ia ter muitos participantes, coisa que até nem se verificou. Esta prova tinha a nuance de podermos participar na mesma por equipas, ou seja, podia-se fazer equipas de 2 ou 4 elementos. Achei esta variante muito engraçada.

Vamos ver no que dá
Como disse fui para esta prova sem intenções de olhar para o relógio. Acontece que o aquecimento correu bem. Estava um dia lindo.. perfeito para correr e aqueles minutos antes da partida, associados às boas sensações que tive no aquecimento, fizeram-me mudar o objetivo para a prova.
Sendo uma prova que não é boa para tempos, devido à natureza do percurso com subidas e descidas, comecei a prova bem, mas sem entrar em loucuras, e assim foi até ao km 12, com os parciais a variar consoante o percurso subia ou descia.

Porcaria dos cordões
Uma regra de ouro nas corridas, é garantir que os cordões estão devidamente apertados, coisa que não fiz. E como castigo, fui forçado a parar por volta do km 12. Posso dizer que fiquei muito chateado com F grande com minha burrice, e a partir dai a minha prova mudou bastante. De imediato acelerei o passo na tentativa de recolar no atleta espanhol com quem ia a correr lado a lado. Acontece que não me fiquei por ai e continuei a puxar, dando tudo o que tinha. A dada altura veio a ilusão de poder não só bater meu record pessoal, como ficar perto da 01h30, ou até superar. Como era um percurso com duas voltas, ao fim da primeira volta, fiquei a saber onde subia e onde descia, e como os kms finais eram a descer, ataquei forte. Dei mesmo tudo o que tinha e não tinha. Perto do fim, ficou evidente que não ia conseguir baixar da 01h30, pelo que esmoreci um pouco, mas mesmo assim, fiz os 3 kms finais abaixo das 04:00. Foi uma parte final muito intensa, com as pulsações super altas, e o corpo a querer abrandar. Foi uma luta com a cabeça, mas digo, soube bem atacar e dar tudo o que tinha e não tinha.
O tempo final foi de 01:32:22, uma melhoria de 32s face ao meu anterior record, obtido no inicio do ano, na Meia Maratona de Braga. Conseguir acabar abaixo das 01:30:00 é o meu próximo objetivo, na edição 2017 da Meia Maratona de Braga, prova mais propícia a bons tempos que esta.

Fim de época
Esta deverá ter sido a minha última prova da época. Não estou particularmente interessado em fazer S. Silvestre, o que não quer dizer que não o faça. O balanço do ano será feito brevemente, mas foi um ano positivo sem duvida.

Aquele abraço.
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