quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Que se faz estes dias

Faz hoje um mês que escrevi meu último artigo. Falei da minha participação no Trail Serra da Cabreira, prova onde tive uma queda, que me mandou para o hospital, onde recebi 7 pontos. Incrível que só tenha passado um mês, pois parece que já passou mais tempo. Hoje, dia em que entro de férias, é tempo de estabelecer objetivos para a primeira metade de 2016, e começar desde já a trabalhar nesse sentido. No entanto, temo que a esperança em que esses objetivos se concretizem, seja pequena.


Tem sido dias calmos desde o Trail Serra da Cabreia. Na altura, fui forçado a parar devido à queda que tive. O médico falou em duas semanas. Não sei precisar quantos dias parei, mas garantidamente não consegui esperar esse tempo todo. Voltei a treinar, mas confesso, sem grande empenho. Tenho treinado duas a três vezes por semanas, e geralmente com treinos de 1h, sem qualquer objetivo em mente.

Algo tem que mudar
Já falei disso e volto a dizer. A motivação é a chave principal aqui. Só estabelecendo objetivos ambiciosos, conseguimos ganhar a motivação necessária para treinar duro, para comer direito, para nos dedicarmos o suficiente para atingir aquilo a que nos propomos. E como seria de esperar, meu grande objetivo para 2016, é mesmo a Maratona que não pude fazer este ano. A Maratona da Corunha, que deverá ocorrer em final de Abril do próximo ano.
Estando a sensivelmente 4 meses de distância, é a altura ideal para iniciar a minha preparação, de modo a chegar lá em boas condições.


Confiança
Infelizmente, é pouca. Tenho olhado para isto tudo com desalento, pois continuo sem saber o que causa os problemas que tive no joelho. O seguro de corredor descartou-se de suportar mais exames/consultas, e o que resta (sector privado de medicina desportiva), está fora do meu alcanc€. Tentei muita coisa para tentar resolver o problema. Mas foi sempre tiros no escuro, que nunca conseguiram resolver coisa nenhuma.
Volta e meia, vou sentindo alguma coisa no joelho, e no único treino intervalado que fiz, desde que voltei a correr em Agosto, de imediato senti problemas.
Tenho quase a certeza que mais dia menos dia, há medida que for aumentando as cargas e frequência dos treinos, o joelho voltará a ceder, e destas vez não me vejo com força mental para continuar a lutar.

Que farei de diferente
Sinceramente pouco. Tentarei preparar um plano curto, em crescendo, respeitando o aumento de 10% por semana recomendado, apostando muito no trabalho de ginásio e sobretudo nos alongamentos pós treino. Já fiz isso tudo e nada resolveu, pelo que porque haveria de esperar que desta vez seja diferente? É uma questão que já me coloquei várias vezes. Continuo sem resposta.

De resto, estou para receber novo set de palmilhas (perdi as que tinha) com algumas alterações em relação às anteriores (em colaboração com a Dra. Joana do TrataPé Braga) + as Asics Kayano 22, conhecidas como as Rolls-Royce das sapatilhas, a ver se ajudam alguma coisa.


Será minha ultima tentativa nas condições atuais. Se não der certo, esquecerei o tópico Maratona, até ter condições de recorrer à Medicina de Alta Competição.
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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Trail Serra da Cabreira - Rescaldo

Duas semanas após meu regresso aos trails, voltei a participar noutro Trail, desta vez em Vieira do Minho, num total de 22 kms. Tinha tudo para ser uma prova de sucesso. Infelizmente uma queda a meio, deixou-me mal tratado num braço, e embora tenha conseguido terminar a prova, vou ter mesmo que parar com as corridas por algum tempo.


O percurso
No papel a altimetria revelava-se uma faca de dois gumes. Por um lado parecia acessível, por ser mais a descer do que a subir. Mas por outro perigoso. Tanta descida aumenta o risco de quedas e  lesões, pois as pernas levam muita porrada.

Visto que a prova começava bem lá em cima (cerca de 800m), a organização providenciou autocarros para levar os atletas que iriam participar na caminhada, trail de 15kms e trail de 22kms.

Fui com um grupo de amigos relativamente grande, à vontade mais de 10 pessoas, que se dividiram por entre as três distâncias. Curiosamente no nosso grupo, o sexo feminino estava em maioria, o que é sempre bom de ver.

Como foi a prova
Pouco depois de sairmos dos autocarros, foi dado o tiro de partida, o que causou dificuldades a quase todos. Não houve tempo para fazer o aquecimento, o que aliado à altitude, tornou os primeiros kms penosos, sobretudo para os menos experientes.
Dei bom uso a experiências anteriores. Comecei a prova com calma, sem forçar nada. Demorei até sentir minha pulsação a baixar para níveis normais, mas ao fim de 20/30min senti-me muito melhor. 
Primeiros kms foram lotados, com muitos atletas à volta, mas paulatinamente fui galgando lugares.

Decidi adotar a mesma tática da prova anterior. Gerir nas subidas e atacar nas descidas. Que fazia de diferente a descer? Nada, apenas não travava tanto como os que me rodeavam. Era sobretudo ai que ganhava tempo. Nunca forcei verdadeiramente a subir.
O melhor de tudo estava a ser o joelho. Sem dores, Já não me lembrava da última vez que foi assim. 
Tinha o objetivo secreto de fazer a prova em menos de 2h, e como estava com boas sensações, sentia confiança, de ia conseguir atingir meu objetivo. Isto até à queda claro.

O tombo
Foi mesmo antes da zona de reforço, por volta dos 12Kms, após uma descida relativamente longa. Era uma zona ainda a  descer, mas sem nada de difícil, ou que justificasse atenção redobrada. Passo pelos elementos da Cruz Vermelha, digo Bom Dia, e 2s depois tropeço em alguma coisa e caio de frente. Foi daquelas quedas sem história, simplesmente não ia concentrado. Uma queda igual a tantas outras, mas com um desfecho pior.

Cai e no que pareceram uns 5s, tempo suficiente para os membros da Cruz Vermelha chegarem até mim, senti de imediato uma dor forte na anca. Temi logo ali ter fraturado algo. Depois meu corpo avisa-me que o antebraço também tinha sofrido danos. Decido olhar para o antebraço, convencido que ia ver só algumas escoriações, e algum sangue. Mas não foi isso que vi. Vi sangue e um buraco já generoso.

De imediato levantei-me e dirigi-me para a ambulância. O diagnóstico foi rápido, vai ter que levar pontos. Tiveram ali uns minutos a  limpar e desinfetar a ferida, e à medida que os minutos iam passando, a dor na anca ia diminuindo, e eu sentia-me cada vez mais fraco. Em nenhuma altura senti dores no braço.
Não sei se por instinto ou pela experiência de quando parti a mão, pedi água e algo para comer. Felizmente a zona de reforço estava próxima, pelo que foram rápidos a trazer-me algo para comer. Fui muito mimado. Trouxeram-me laranjas, marmelada, bolo de arroz, letria, snack, etc. Comi mais do que comeria não fosse a queda.

Posso continuar?
Quando comecei a voltar ao normal, comecei a sentir desapontamento por não acabar a prova. Lembro-me de pensar que ia levar dois ou três pontos, mas que deveria estar apto para participar no Trail Amigos da Montanha, 8 dias depois.
Pouco depois desse pensamento, e num espaço de 10/15s, começo a ser invadido pela vontade, o desejo de voltar à prova e terminá-la. Posso continuar a prova? Ou veem inconvenientes nisso? Meio admirados, fizeram-me algumas perguntas, e depois autorizaram-me a voltar.

Resto da prova
Tinha ainda cerca de 10/11kms pela frente. Agora a preocupação era apenas chegar ao fim. O ritmo baixou, e não mais corri riscos a descer. Algumas dores musculares, mas da queda curiosamente, não sentia dores.


Passei por algumas sensações/emoções diferentes. Antes da queda estava super bem. Satisfeito pelo joelho, a adorar as sensações de fazer um trail, em paz comigo mesmo. Depois da queda, senti um pequeno vazio por breves momentos, algum desânimo. Foquei-me no lado positivo da coisa, ia mesmo assim terminar a prova. Isso é que importa!

Quase quase no fim, estive para cair novamente, uma zona em que tínhamos que passar por uma pedra que estava húmida. Escorreguei como muitos, mas não cai. Menos sorte teve um camarada, curiosamente com o mesmo nome que aqui o menino, que caiu e descolocou o ombro.
Pouco depois cheguei à meta e de imediato procurei por membros do meu grupo, para avisar sobre o que se passou com a queda, e da visita ao hospital que teria que fazer.

É o que menos importa, mas terminei a prova em 58º lugar, com o tempo de 02:25:59, a 00:43:11 do primeiro classificado, o que me diz que sem a queda, iria terminar bem classificado. Vou levar isto como algo positivo, e ganhar motivação para voltar o quanto antes, e continuar a divertir-me neste desporto fantástico, se a minha saúde o permitir.

Hospital
A organização era tudo boa gente, mas parte do staff não sabia o que fazer em casos como o meu. Falei com um elemento, que não sabia para onde tínhamos que ir. Perto da chegada tinha um Centro de Saúde. Fomos lá e nem aquecemos o lugar. Não faziam nada com seguros e nem se preocuparam em saber como estava.


Voltamos para a zona de meta, e desta vez falamos com alguém que sabia o que fazer. Tinha que ir para o Hospital, pagar tudo do meu bolso, e posteriormente o seguro de prova entraria em contacto comigo. Vai é ter que esperar um pouco. A ambulância foi levar outro atleta ao hospital, está quase a chegar. Esperei uns minutos, mas com o sangue que via nas ligaduras, decidi pegar no carro (fui no lugar do pendura claro), e lá fomos para o hospital.

Devo ter esperado mais de uma hora até ser chamado. Depois lá fui eu. Quando o médico me tirou as ligaduras, o que vi não foi agradável. Um buraco bem maior do que esperava. Cheguei a pensar uma parvoice, questionei-me se teria de algum modo "rasgado" ainda mais o braço, por ter continuado em prova, tal era a diferença do burcado para o que vi logo após a queda. 
O médico esteve bastante tempo a limpar e desinfetar as feridas. Tinha muita terra. Depois, e após uma engraçada espécie de luta de galos entre o médico que me mandou deitar de barriga para baixo, e outra médica que achava que eu estaria mais confortável de barriga para cima (e por acaso até tinha razão), levei os pontos. Foram 6 pontos na ferida maior e creio que 1 ponto na mais pequena.
Quando foi hora de ouvir as recomendações do médico, as impressões com que fiquei viraram certezas. A ferida que tive foi feia, levou a perda de massa e pele. Não vou recuperar em três tempos. Felizmente é numa zona que não prejudica a prática desportiva. Apenas terei que ter muito cuidado com infeções e quedas, muita pomada, e dar tempo ao tempo.

E agora?
Braço ao peito dois dias, mudar as ligaduras de dois em dois dias e tirar os pontos ao 10º dia. Depois disso muita pomada para ajudar a cicatrizar.

Recebi muito apoio de amigos e colegas. Foi de longe a melhor coisa de toda esta aventura. Duas das pessoas que me deram esse apoio, levantaram dúvidas em relação aos pontos que levei. Pareceu-lhes um trabalho meio atabalhoado. Eu partilhava da mesma opinião. 6 pontos parecia pouco para o tamanho da ferida.
Ontem ao mudar o penso, fiquei descansado. Os pontos foram bem aplicados e o braço estava com muito melhor aspeto que no dia da queda.

Dica
Já sabia que o creme Nivea é muito bom para as cicatrizes, o que não sabia era do poder de um bom sabão e da pomada Bepanthen.
As feridas na minha mão ficaram cheias de terra. Tentei com soro e Betadine, e não consegui retirar quase terra nenhuma. Pelos vistos água e sabão ajudam imenso nisso. Temos é que raspar o mais possível. Dói que se farta, mas é eficaz.
 
A pomada Bepanten Plus não só ajuda a cicatrizar, como é muito boa para limpar feridas. Apliquei ontem e hoje de manhã já estava muito melhor.

O médico recomendou duas semanas de paragem. Eu conto esperar (no máximo) até tirar os pontos. De resto, a questão do joelho mantém-se, mas não vou pensar nisso agora. É deixar passar os 10 dias, e depois logo se vê. 

Uma coisa é certa. Cada vez mais adoro o trail!!
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terça-feira, 27 de outubro de 2015

3º Trail Santa Catarina

Após mais de um ano sem participar numa prova de Trail, foi com grande prazer que voltei a correr num monte, no 3º Trail de Santa Catarina, num total de 15 kms. Após recuperar das emoções de voltar a fazer algo que adoro, aqui vai o rescaldo desse regresso.


O que me esperava
Uma prova que nunca fiz antes, o Trail de Santa Catarina, em Famalicão, organizado pela Fama Runners. Havia três distâncias à escolha. Uma caminhada de 8kms, o trail de 15kms, e outro de 25kms.
Eu optei pela de 15kms. Porquê? Basicamente por não ter preparação para mais. Voltei aos treinos em Agosto, sem grandes preocupações com planos de treino, nem em andar com objetivos concretos em mente. A ideia foi de voltar aos poucos, e não pensar em nada de monta, até ao final do ano, pois não sei o que me espera no futuro próximo. Não sei como vai reagir o joelho a distâncias e cargas maiores, pelo que estou a levar isto com calma.

Como correu

A altimetria não engana. Não foram 15kms, mas sim 17kms no total. E bem puxados (para a distância que foi) por sinal. Tinha muitos participantes, pelo que sabia que não ia estar sozinho. Logo no inicio da prova, uma subida difícil. Como parti com calma, fiquei surpreso por ver todo o mundo à minha volta a fazer a subida a passo, mas isso era fácil de perceber porquê. Os mais rápido já lá iam :)

Era uma subida dura, mas consegui fazê-la toda a correr. Depois disso entramos num carrocel de sobe e desce, sempre com inclinações interessantes.
Algo interessante para mim, é que embora não tenha feito muitos trails, este foi o primeiro que fiz sozinho. Todos os outros fiz em grupo, pelo que nunca fui ao meu máximo. Desta vez não foi assim. Tive oportunidade de correr mais à frente, e aprender algumas coisas. Uma das coisas que notei foi o facto de os colegas à minha volta nas subidas mais ingrimes irem a passo. Eu, pelo contrário, fiz os primeiros kms sempre a correr. Mas chegava ao final da subida ofegante, como que abafava, e no fim das subidas/descidas, eles acabavam conseguindo estar mais à frente, pelo que optei por fazer o mesmo que eles. Claro que se tivesse outra preparação, faria tudo a correr, mas não era o caso, pelo que acho que esta estratégia foi a mais acertada, pois poupei alguma energia.

Depois do primeiro ponto de abastecimento, descemos muito. Tempo para relembrar as sensações de descer rápido. Fui sempre com colegas à frente ou atrás, o que me deu muita pica. Senti um prazer e gozo enorme.

História engraçada foi ao chegar à zona de reforço. Estávamos a descer, vemos o reforço e quando nos preparávamos para atacar a mesa, alguém diz "ainda não é tempo de reforço, tem que continuar o percurso, dar a volta e depois sim... mas é rápido... são 5 min...". 5 min o tanas!!! Levou bem mais que isso, e pior com subidas complicadas. Mas depois lá chegamos ao reforço, até soube melhor.
Procurei não perder muito tempo. Comi alguma coisa, e levei meia banana comigo, e lá segui, cheio de vontade de continuar a luta.

Depois do reforço, apanhamos o segundo grande cume da prova, e foi aqui que minha preparação insuficiente se começou a notar. Senti uma ligeira quebra perto dos 7kms que consegui ultrapassar, e depois senti outra quebra, pouco depois dos 11kms. E desta vez não consegui reagir tão bem, e no resto da subida perdi ritmo.
E foi assim o resto da prova. Tentar gerir nas subidas, para recuperar nas descidas. Por norma, conseguia descer mais rápido que os outros à minha volta, e embora não desse para compensar o tempo perdido nas subidas, deu para me manter bem colocado.

 2ª parte da prova
A partir dos 13kms apanhamos sobretudo descidas, e ai diverti-me imenso. Passamos muitos participantes que estavam a fazer a caminhada, e com os trilhos espetaculares que tinha à disposição, não me fiz de rogado. Acelerei o passo e divertir-me muito. Tinha algumas zonas perigosas, deu para apanhar alguns sustos, mas nunca cai. Dá sempre alguma pica passar pelas pessoas em ritmo acelerado.. "cuidado... esquerda.. direita..". Sabe bem :)

Parte final
Antes da prova, pensava que iam ser 15 kms, pelo que quando cheguei perto dessa distância, enchi-me de ânimo e puxei também nas subidas que ia apanhando. Mas como depois constatei, eram 17kms e não 15kms. Tive dificuldades nesse período. Os pés a não se darem bem com as palmilhas, e com uma subida quase no fim, que não consegui mesmo evitar fazer a passo. Foi um final que custou mais, pois como se diz na gíria, já tinha dado o berro. Depois lá chegamos ao fim. 

Terminei num honroso 53º lugar, com o tempo oficial de 01:53:43. O primeiro classificado fez 01:27:50.

E o joelho
Sentimento agridoce. Por um lado, não senti qualquer dor na parte de trás, onde tive problemas no início do ano. Mas antes e após o trail tive algumas sensações esquisitas, noutras zonas do mesmo joelho. Já me disseram que podia ser psicológico, mas não acredito. O que senti foi real. Como treinei nos dois dias anteriores à prova, isso pode ter influenciado o que senti. Como pode ter sido por outras razões.
Tenho a perfeita consciência que nunca estarei a 100%, sobretudo devido à questão da pronação, pelo que resta-me continuar a trabalhar ao nível de reforço muscular, para minimizar possíveis problemas. Pretendo levar isto até onde der.

Saldo final
Claramente positivo. Achei a prova muito bem organizada, com um staff numeroso, simpático e prestável. Os trilhos estavam muito bem marcados, e tinham de tudo um pouco. A partida/chegada foi numa escola local, e fizeram bem em usar um pavilhão para receber as pessoas no fim, pois protegeu-nos do frio e escuro.
Unica sugestão que faço para provas do género, é haver um chaveiro para os atletas. 

Que vem ai?
Em Novembro tenho já confirmado mais dois trails. Um de 18kms e outro de 22kms. É sobretudo competindo que não só evoluímos, como ganhamos motivação.

Fiquem bem :)

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

De volta ao trail

Como bem sabemos o tempo passa a voar. Corre mais rápido que qualquer um de nós. E no que toca a trail, do nada mais de um ano passou desde a última vez que corri num monte. 
Iniciei 2015 com o objetivo de fazer minha primeira Maratona, e depois participar em diferentes eventos de estrada e monte. Como bem sabemos nem um nem outro acabou sucedendo.

Um amigo meu convidou-me para fazer um treino de trail, com um pequeno grupo que se encontra duas vezes por semana. Seria um regresso para os dois, após muito tempo sem correr no monte. Eramos uns sete ou oito, com um guia, a preparar-se para um ultra trail de 115kms...


Apesar de ter sido curto, subiu-se muito. Com zonas onde só a pé se conseguia passar. O joelho portou-se bem, mas claro, a falta de ritmo e resistência notou-se a partir dos 13/14kms, o que faz todo o sentido, pois não só recentemente fiz um treino de 15kms.

A dias de participar num evento de trail, foi bom poder tirar alguma ferrugem, e voltar a vivenciar aquelas sensações que só se sente lá em cima.
Venha-se o próximo.
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Desconto para seguidores do blog com a TrataPé

Como sabem, iniciei recentemente uma parceria com a TrataPé. Posso anunciar com grande prazer agora, um pacote de descontos para todos os seguidores deste blog.


A TrataPé é um centro de avaliação e apoio ao desportista, que oferece serviços de massagens desportivas, podologia, bikefit, avaliação, enfermagem e avaliação de pisada do atleta. 



Condições:

- 50% desconto nas consultas
- Se necessitarem de palmilhas, não pagam a consulta, só as palmilhas.

Para usufruirem deste desconto, basta fazerem refererência a este blog (viagemrumoaos42km).
Podem chegar até este centro, através do seu site em http://www.tratape.pt ou página facebook.
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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Apoio - Tratape Centro de avaliação e apoio podológico ao desportista

Apesar de ser um desporto que por si só é super barato de praticar (basta um bom par de sapatilhas), as corridas, como qualquer outro desporto, podem tornar-se dispendiosas em três tempos. Basta surgirem lesões que obriguem a cuidados médicos, pelo que conseguir patrocinios/parcerias/apoios, é sempre uma mais valia para ambas as partes.

Conheci a Tratapé no inicio deste ano, quando aproveitei uma promoção de lançamento, para fazer um check-up aos meus pés. Foi ai que descobri que era pronador avançado no pé esquerdo, e que as recém-adquiridas, Nike Lunar Glide 6 não conseguiam resolver o problema de pronação que tenho.

Após todas as peripécias com a minha operação, e os resultados negativos da Ressonância Magnética, o uso de palmilhas personalizadas, tornou-se fundamental. Já o sabia desde o inicio do ano, mas confesso, não dei a devida importância, até porque estive vários meses convencido que tinha problemas no menisco.
A verdade, é que o problema do joelho esquerdo, ainda não está resolvido. Neste momento a hipótese mais plausível é o joelho estar a sofrer por compensação, ou seja, a pronação avançada que tenho no pé, pode estar a refletir-se no joelho.

Mal soube que não tinha nada no joelho além de uma inflamação, contatei de imediato a TrataPé. Marquei então uma reunião/consulta com a Dra. Joana Alves. Expus a minha situação, e rapidamente chegamos a um entendimento. Após um check-up inicial, a Dra. Joana Alvez fez-me o molde dos dois pés. Poucos dias depois já tinha as palmilhas. Proximamente irei passar-vos minhas impressões iniciais.


Quem é a Tratapé?
Trata-se de um centro de avaliação e apoio ao desportista, nomeadamente na avaliação do apoio plantar em estática e dinâmica do desportista, bem como um laboratório de palmilhas personalizadas. Está localizado em Braga, oferecendo serviços tanto a corredores como a ciclistas/betetistas

Oferecem serviços de:
  • Análise biomecânica da marcha, análise cinética e cinemática
  • Aconselhamento do calçado mais adequado, assim como do plano de treinos com vista à recuperação
  • Bike fit
  • Massagem desportiva
  • Consultas de podologia
É um centro que abriu portas recentemente, com muita vontade de crescer e oferecer um serviço personalizado ao atleta, com custos acessíveis. Apesar de sediados em Braga, acredito ser possível chegarem até eles noutras zonas do país. A Dra  Joana Alves por exemplo, está com bastante frequência em Lisboa por exemplo.

Não sei se as palmilhas personalizadas serão a solução para o meu problema. Independentemente dessa incerteza, podem contar com um feedback sincero e honesto da minha parte, assim que estiver em condições de o fazer.

Contactos
Site

Agradecimentos
Resta-me agradecer o apoio e simpatia da TrataPé, na pessoa da Dra. Joana Alves. Deixando votos de sucesso e crescimento sustentado.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

De volta aos treinos

Já tinha saudades de escrever. E embora o futuro não seja ainda certo, pelo menos voltei a fazer algo que sinceramente não esperava fazer tão cedo. Estive parado cerca de cinco meses, fazendo treinos esporádicos. Depois foi operado, e andei o resto do tempo completamente convencido, que teria que fazer uma segunda operação. Uma operação muito mais invasiva, o que felizmente não se veio a verificar. 

Pois bem, aqui vai um pequeno resumo do que se passou nas ultimas semanas.

Recuperação da cirurgia

Fui operado há quase dois meses. Recomendação do médico - exercícios ligeiros após três semanas. Oito dias depois já estava no ginásio a trabalhar a parte de cima do corpo. Muito cedo quiça? Provavelmente. Apenas tentei evitar puxar de algum modo pelas pernas, sob pena de compremeter a recuperação.

Cerca de duas semanas depois de ser operado, comecei a dar uso às pernas, na bicicleta estática. Muito devagar, sem carga nenhuma, e por pouco tempo. Tentei ao máximo dar tempo ao tempo, e não forçar nada. Naturalmente as primeiras vezes custaram. Sensações esquisitas, algumas talvez da cabeça, mas aos poucos fui melhorando.
Na terceira semana comecei a pedalar na estrada. Foi super estranho. Parecia que já não pedalava há dois anos. Não tinha força nenhuma, pulsação altíssima (mesmo para mim), sensações esquisitas na perna e por ai fora. Mais uma vez, procurei ir com calma para não forçar nada.

Segunda operação
Desde Março/Abril 2014 que pensava ter uma rotura no menisco interno. Lesão revelada num TAC que fiz nessa altura. Depois fui a um médico no privado que recomendou fazer uma ressonância magnética, pois as minhas queixas não batiam certo com a lesão em si.
Como é um exame caro, tive que esperar por uma consulta no hospital, para depois me passarem uma P1, para poder então fazer o tal exame.
Fui atendido por um médico com muitos anos de carreira, que não teve qualquer duvida. Para ele, a lesão era claro, e tinha que ser operado. Tive que batalhar um pouco para que passasse a credencial, para fazer a ressonância. Isto tudo em Julho. Se tivesse que esperar pelo exame e posterior consulta com o médico, só em Dezembro teria isso tratado.

E foi aqui que senti na pele, as vantagens de ter um seguro. Eu tenho um seguro de corredor, o qual accionei. Demoram algumas semanas a dar o OK para o exame, mas desde o dia que me ligaram, fazer a ressonância magnética e consulta com um especialista, passaram três dias úteis. Vejam bem a diferença.
Para surpresa minha, a ressonância não revelou qualquer lesão no menisco. Revelou sim uma inflamação crónica no joelho "discreto derrame articular e discreta bursite infra-patelar profunda". Não me prescreveu qualquer tratamento para diminuir este inflamação, o que achei estranho, mas pronto, o importante aqui é que não tinha a lesão que pensava ter.

Alívio
Foi uma sensação de alivio surreal. Estar completamente convencido de algo, e depois não se confirmar. Foi a melhor notícia que podia receber.
Não perdi tempo, e no dia a seguir, já estava a correr novamente. Se voltar a pedalar custou, correr então nem se fala. Já não corria há muitas semanas, e embora fosse a um ritmo extremamente baixo, era dores e sensações esquisitas por todo o lado, e tudo isto com pulsações muito altas.
De imediato defini meu plano de treinos para as primeiras duas semanas.

Em jeito de nota, soube mesmo bem correr perto do mar. É daquelas coisas que não cansa nem enjoa. Sabe sempre bem.

1ª semana
Três sessões de jogging de 30 a 45min, sem qualquer preocupação com o ritmo, até porque o meu ritmo era muito baixo. Tive a preocupação de deixar sempre dias de intervalo entre cada treino, para recuperar do treino, e claro alongar sempre muito bem. Nesta fase há que dar tempo ao corpo para se re-habituar às corridas.
Estas sessões de jogging foram complementadas com três sessões de bicicleta de estrada. Como estava de férias, fiz alguns treinos juntamente com um amigo. Um amigo com um andamento bem melhor que o meu. Pedalei mais em distância e ritmo do que seria capaz sozinho, e deu-me um andamento/força que não tinha antes. Esta melhoria pode até nem influenciar diretamente as corridas,  mas como o próprio médico me disse, o ciclismo pode ajudar o joelho, pois ajuda a fortalecer o quadricep. Sendo assim planeio manter as duas atividades (corrida/ciclismo), e em paralelo, dois a três treinos por semana no ginásio.

2ª semana
Tinha previsto novamente três a quatro sessões de jogging de 45min cada, ao ritmo que o meu corpo ditasse. Esta semana teve uma fonte de motivação extra. Troquei meu relógio Polar RS 800CX, por um Garmin 910XT. Posso já dizer que estou muito satisfeito com este relógio. Já tem um sucessor (o 920XT), mas este chega e sobra para as encomendas, acreditem.

Mas voltando aos treinos, esta semana corri basicamente por feeling. A um ritmo baixo é certo, mas sempre com o corpo a ditar lei. Naturalmetne o ritmo foi um pouco melhor que o da semana anterior.
No ultimo treino da semana, fui mais longe do que tinha planeado, e fiz um treino mais longo. Pouco mais de 1h, já com subidas e descidas. Senti naturalmente dores nas pernas, sobretudo nas descidas, o que é normal. As pernas estavam inchadas e já não estavam habituadas ao impacto própria de descer. Meu ritmo melhorou mais uma vez, e creio que cheguei a fazer um ou outro km abaixo dos 05:00.
Sinto que "quebrei o gelo" nesta sessão, vamos ver como será na 3ª semana.

Palmilhas
Já sabia que necessitava, mas nunca liguei muito. Uma das possíveis causas para o meu problema no joelho, pode ser uma coisa chamada compensação. Por ser pronador, e as sapatilhas não conseguirem corrigir completamente, o resto da perna sofre com isso.
Já fiz o molde e conto a qualquer momento receber as palmilhas. O não ter que ser operado não quer dizer que o problema tenha ficado resolvido. Não vou esperar que a solução esteja aqui. Vou usar, e logo vemos no que dá.

O Verão está a acabar, e com ele a possibilidade de treinar ao final da tarde, com aquela brisa maravilhosa. Se tiverem oportunidade, aproveitem estes últimos dias :)
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Meus 31s de fama

Não sei se cheguei a colocar na página Facebook deste blog, mas como é não todos os dias que somos entrevistados, hoje lembrei-me de recuperar esse momento.
Meus 31s de fama ocorreram no final da Corrida de São João de Braga 2015, onde fui entrevistado.


A prova em si até correu-me melhor do que o esperado, pois já estava parado há 3 meses, com treinos ocasionais na ordem de um a dois por semana. O tempo final não foi grande coisa, algures na cada dos 52min para 12kms, até pelas más sensações que tive antes e durante a prova.

O mais engraçado da entrevista (14:17 - 14:48), foi mesmo a parte do "esguichar" água. Não sei dizer de onde veio esta expressão, mas pronto foi engraçado. 


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Patrocinio - Bosch Termotecnologia SA

Podem estar a perguntar-se como é que este tipo que nem tem corrido, que andou lesionado meses, conseguiu um patrocínio?? Pois... boa pergunta. Mas a resposta em si é muito simples. Praticamente caiu-me no colo, e claro não me fiz rogado.


Seja um patrocínio de valor grande ou pequeno, ou uma simples parceria, toda a ajuda é bem vinda, pelo que não me fiz rogado e aceitei de bom grado este patrocinio.

Quero agradecer à Bosch Termotecnologia SA, não é só pelo patrocínio, mas também pelo que está a fazer pela promoção deste desporto. Só espero conseguir fazer minha parte, de modo a dar-lhes alguma visibilidade. Como é que tenho que fazer isso? Simplesmente participar em provas.

Trata-se de uma empresa lider internacional no fabrico de sistemas de aquecimento e água quente, sediada em Aveiro. Para quem quiser conhecer um pouco sobre este empresa, é só carregar neste link.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Ressonância Magnética - Resultados

Após uma longa espera, fui autorizado pelo seguro a fazer uma ressonância magnética, seguido de uma consulta com um ortopedista.
Como sabem estou parado desde Março, após dois meses inglórios, a lutar contra uma lesão estranha e esquisita no joelho esquerdo. Uma lesão que só se manifestava numa circunstância, a correr.

Aqui fica um refresh do que se passou até hoje:
1. Primeira coisa que fiz foi consultar um fisioterapeuta. Daquilo que pode apurar, não lhe pareceu que tivesse qualquer lesão a nível de menisco/ligamentos.
2. Como o trabalho de reforço muscular/flexibilidade, em conjunto com uma diminuição da carga de treinos, não ajudou em nada em termos práticos, fiz uma ecografia ao joelho, que não revelou proble!.
3. Depois disso fiz mais dois exames. Um doppler test, que revelou problemas de circulação na perna esquerda. O resultado já sabem qual foi. Uma cirurgia para retirar a veia safena, feita há pouco mais de um mês.
O outro exame foi um TAC, que revelou uma laceração do menisco interno, que a confirmar - se,  obrigaria a uma cirurgia, no caso uma artroscopia.
4. Foi aqui que entrei no nosso querido SNS, onde temos que esperar meses por uma consulta. Enquanto a consulta não vinha, consultei um especialista no sector privado, tido como dos melhores do país. Recomendou fazer uma ressonância magnética, pois a zona que me queixava não batia certo com a lesão revelada no TAC.
5. Cerca de 2 meses depois, tive a consulta no hospital, com um ortopedista já com muitos anos de experiência. Este médico foi muito claro no seu parecer. Tinha que ser operado. Tive que insistir para fazer a ressonância, pois não queria ser operado sem ter certezas.
6. Entre o ponto 4 e 5, fiz uma participação ao seguro de corredor. Após algumas semanas de espera, fui contatado. Fiquei com a ressonância marcada para o dia a seguir, e a consulta para 3 dias depois. Que diferenca ah para o SNS ah?
E é neste ponto que me encontro. Hoje foi dia da consulta com o ortopedista. O resultado do exame foi completamente inesperado. Não revelou qualquer problema no joelho, a nível de menisco ou ligamentos.
Tenho uma inflamação crónica abaixo do joelho e algum líquido, mas nada que me impeça de correr. O médico achou que o joelho pode não ter aguentado a carga de treinos a que foi submetido, o que não foi agradável de ouvir, pois nunca foi uma carga de treinos por aí além.

Fiquei mega surpreendido e aliviado pois estava totalmente convencido que tinha que ir à faca. Ainda bem que não fui atrás do que o médico do hospital disse. Se fosse atrás, teria feito uma cirurgia sem necessidade.

De resto, fiquei a sorrir como um menino de 5 anos ao receber uma prenda de Natal.
Como celebrei? Com o lidl ao lado não foi difícil.
E agora?
Embora tenha recebido noticias excelentes, a verdade é que o problema em si ainda da está. Nunca mais tive problemas porque parei de treinar a sério há 5 meses.

O médico recomendou fazer trabalho reforço muscular, ciclismo e voltar aos treinos com calma, usar calcado apropriado, e ver como o joelho reage. Quando lhe falei de ser pronador sugeriu palmilhas feitas à medida. De tudo isto, a única coisa que não tentei foram as palmilhas. Confesso que estou céptico que a solução para o meu problema, esteja aqui, mas pronto, não tenho nada a perder.

Outra coisa que estranhei, foi ele não ter dado ordem para fazer tratamento à inflamação (ao que sei com ultra sons, anti inflamatórios e gelo). Acatei o que disse, mas quanto mais penso, mais acho que não faz sentido. Ainda vou ver isso melhor com o seguro.
Tenho feito ciclismo últimas nas semanas e estou aoa poucos a recuperar a forma. Quanto à cirurgia vascular, não sinto nada de anormal. Sinto - me bem. Em Setembro já saberei se a recuperação correu bem ou não.
Quanto às corridas, vou delinear um plano de treinos para voltar ao ativo, mas sem qualquer objectivo em mente. Apenas rolar aos poucos e deixar a forma vir. Coisas mais específicas só ao fim de um a dois meses, e após ter as palmilhas.
Não quero é nem vou pensar que as coisas ficaram resolvidas. Tudo dependerá das palmilhas. Se não resolver terei que voltar ao medico para um estudo mais aprofundado.
Agora se me permitem vou gozar com mais ânimo as minhas férias. Amanhã farei 60 kms de bicicleta, almoçar umas sardinhas grelhadas, apanhar um pouco de sol (será primeira vez após a cirurgia) e se ainda tiver pernas 30 min de jogging.

Aquele abraço; )
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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Novidades pós-operação

Olá :)
Passaram duas semanas desde a cirurgia à perna esquerda. Pareceu-me uma boa ocasião para fazer um update ao "estado da nação". Como está a correr a recuperação e perspetivas a curto prazo.

Obviamente no que toca à recuperação apenas posso falar do que sinto de dia para dia, e da opinião de uma amiga fisioterapeuta. Só em Setembro, quando for à consulta com o Cirurgião que me operou, saberei se a perna recuperou direito ou não.

Os primeiros dias foram complicados, como é normal apos uma cirurgia. Procurei descansar, e fazer duas caminhadas por dia, sempre ao inicio ou fim do dia, pois durante o dia era mais complicado com o calor. Tive dores ocasionais, algum desconforto aqui e ali (sobretudo onde levei pontos), mas fui sentindo pequenas melhorias dia após dia. Foi chato dormir sempre na mesma posição, mas pronto lá teve que ser.

Primeira visita ao centro de saude
Seguindo o calendário deixado pelo Cirurgião, dirigi-me ao Centro de Saude, cinco dias após a cirurgia, para mudar os pensos. Seria a primeira vez que ia ver a perna após a cirurgia, pelo que estava curioso para ver o que ia encontrar.
Esperava encontrar muitas zonas negras, mas o que vi foi muito melhor do que alguma vez esperava.

A cirurgia passou por fazer um corte na zona da virilha e tirar uma veia que percorria a perna toda, a veia safena. Os curativos que vêm na foto, estão em cima de pequenos buracos que foram feitos. Para quê em concreto não sei dizer, mas presumo que serviram para ajudar na remoção da veia.
Não tirei fotos à zona da virilha onde levei pontos, pois é mesmo perto do meu amiguinho especial :)

No final dia, e novamente seguindo instruções do médico, passei a poder tirar a meia à noite, e usar apenas durante o dia. Foi ai que tomei o primeiro banho em cinco dias, e soube muito bem :)
Tive algumas sensações esquisitas na perna ao tirar a meia, mas nada de especial.

Segunda visita ao centro de saude
Dois dias depois voltei ao Centro de Saude, desta vez para tirar os pontos na virilha. Fiquei satisfeito por ver que provavelmente não ficará nenhuma cicatriz. Foi também por essa altura que notei umas negruras cada vez maiores na coxa. Nada do outro mundo é certo, mas sem duvida engraçado de ver.
Quando chegou a noite, tomei mais um banho e depois tirei os pensos que tinha na perna, e o que vi foi isto.

A foto não mostra muito bem, mas tenho quatro crostas pequenas pela perna abaixo, e umas negruras ao pé do joelho. Olhando para a perna assim, fiquei com a ideia que afinal ainda vou ter praia este ano, mas mesmo estando com este bom aspeto, é preciso dar tempo ao tempo para que a perna restabeleça a circulação sem uma veia importante. Pelo que praia, só após um mês da cirurgia, fora do periodo 10:00/16:30, e sempre com protetor solar 50.

Trabalho/Desporto
O médico recomendou três semanas de repouso até começar a fazer exercicio. Eu esperei 8 dias! Porquê?? Como já mencionei, tenho uma amiga fisioterapeuta que já lidou com muitos casos como o meu. Tem tido uma paciência de Santo com as minhas 1001 perguntas. Estava a dar em doido de estar sempre parado. Conversei com ela, e tipo "deu-me o OK" para fazer exercicio ligeiro. Se correr mal, já sei a quem deitar as culpas :)
Fui dois dias seguidos ao ginásio, para fazer treinos de 20/25 min de biceps e tricpes. Ou seja, nada que de algum modo puxe pela zona inferior do corpo. Ninguém sabia o que se havia passado, mas ouvi várias vezes comentários de estar mais magro. Engraçado o que uma semana parado faz no nosso corpo. Também senti fraqueza e falta de força, mas isso é normal.

No que toca ao trabalho, menos de 15 dias após a cirurgia, já estava de volta. Aqui não acho ter exagerado, pois a baixa médica que tinha era de 11 dias apenas, pelo que estava liberado para trabalhar, desde que sem esforços.

No dia em que regressei ao trabalho, decidi dar algum uso às pernas. Além do trabalho de ginásio da parte superior do corpo, em dois dias fiz sessões de 25 e 30min numa bicicleta estática, sem carga e muito devagar. Além das caminhadas, o ato de pedalar também ajuda a re-estabelecer a circulação na perna. Tive sensações esquisitas na zona da virilha, mas fora isso (sobretudo no ultimo treino), senti-me cada vez melhor, treino após treino.
Vou continuar neste caminho, a pedalar com calma, sem cargas, aumentando o tempo em cada sessão.

E correr?
Como sabem estive três meses à espera das consultas de ortopedia e cirurgia vascular. A primeira foi a de cirurgia vascular. A de ortopedia acabei não fazendo, pois calhou de estar marcada no mesmo dia da cirurgia. Com a grande ajuda de uma amiga no hospital, consegui que fosse adiada para o final deste mês, o que foi excelente, pois só havia vaga para Novembro!! 
Nessa consulta devo receber "ordem" para fazer uma ressonância magnética, e ai conto saber se sempre tenho que ser operado ao joelho ou não, para tratar do menisco.

Isto abre duas hipóteses :
  • Se tiver que ser operado, provavelmente não poderei correr tão cedo.
  • Se conseguir evitar a operação, salvo indicação em contrário do médico, conto voltar às corridas quando tiver passado um mês após a cirurgia.
Sinto-me a melhorar aos poucos, dia após dia, mas de nada adianta fazer planos até saber o que vai acontecer com o joelho. Resta-me esperar pelo melhor.

Por fim, gostaria de agradecer o apoio e força que recebi de vocês.
Obrigado e boas corridas.

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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Cirurgia feita

Olá meus amigos,
Faz hoje um dia que fiz a minha cirurgia. E agora que estou em casa e já mais desperto, já posso partilhar o antes e depois da cirurgia. Aprendi algumasumas coisas que espero nunca terem que recorrer.

Como foi antes cirurgia
Posso dizer que foi normal. Muito trabalho na empresa, muitas coisas para fazer e noites mal dormidas. Não por ansiedade, mas apenas porque me deitei tarde, o que como depois da cirurgia constatei, pode ter sido um erro. Mas já lá iremos. 
Na noite anterior despedi-me com um grande gelado. Agora sei que foi mais um erro, devia ter optado por uma refeição normal.
 
Dia da cirurgia era suposto estar lá às 8:00, para entrar às 8.30. Fui chamado por volta das 8:30 mais ou menos. Mandaram-me para uma sala para trocar de roupa. Aproveitei para tirar duas fotos para a posteridade.
Tão cedo não terás este belo aspeto :)

Fui para a sala de espera onde estive cerca de 3h. Sim 3h, numa sala pequena, sem TV, revistas ou qualquer outra fonte de distração. Depois lá me chamaram. A sala de operações era moderna, limpa, mas a impor algum respeito. Dois minutos com conversa de circunstância com o staff e a ansiedade a aumentar.
O médico pediu para me colocar de pé em cima de um banco, para marcar o local onde iria operar. E foi aí que apanhei meu primeiro susto. Enquanto me marcava a perna, deu-me uma fraqueza enorme. Senti tonturas, a temperatura do corpo subiu, comecei logo a suar. Avisei-os disso, e mandaram-me de imediato deitar. Não sei que se passou, mas acredito ter sido por estar em jejum há mais de 15h (não devia ter comido o gelado). Cheguei a perguntar-me se seriam nervos, mas sinceramente acho que não. 
Colaram-me umas cenas no peito, e meteram-me a máscara. Avisaram que ia sentir um friozinho. Segundos depois já tinha aterrado, pois fiz a cirurgia com anestesia geral.

Depois da cirurgia. Que tal?
Acordei na área de recobro, e segundo me disseram estive mais de uma hora a dormir, antes de acordar. Acordei com uma moca monumental, deve ser o mais próximo que estive a estar ganzado. Era uma sensação esquisita. Sentia-me fraco, zonzo e com muito sono, mas sem conseguir adormecer.
Era suposto ter alta no mesmo dia, pelo que mandara-me levantar e sentar numa cadeira, e dar umas voltas pela sala, para tentar acordar. Foram horas terríveis. Sempre que tentava caminhar sentia tonturas, e era obrigado a sentar. E como tinha que ter a perna ao alto, por ter a cabeça inclinada para trás, aumentava-me o sono. O mal é que não conseguia dormir, tinha que me esforçar por manter acordado. Imaginem-se com a maior moca de sono da vossa vida. Vosso corpo a reclamar por sono, e não conseguirem adormecer, foi isso que aconteceu.

Várias vezes ouvi dizer que estava branco como a cal, e rapidamente constatei que reagi mal à anestesia. Tinha lá mais pacientes a recuperar como eu. Todas elas a reagir/lidar melhor com aquilo que eu. Claramente as noites mal dormidas, ajudaram nisto. O corpo pedia, reclamava por muitas horas de sono.
Ao final da tarde ficou óbvio que não ia para casa nesse dia, pelo que mandaram-me de novo para a cama, onde finalmente dormi, dormi pelo menos duas horas. Acordava e dormia, fiz isso várias vezes.
Estava preocupado com família e amigos que contavam que tivesse alta nesse mesmo dia. Não tinha o telemóvel comigo, pelo que não os podia avisar. Felizmente tive uma bela surpresa, fui acordado pela minha mãe por volta das 20:00. Dá sempre ânimo sermos recebidos pela família. Esteve comigo meia hora, e fiquei mais descansado, pois assim pude avisar algumas pessoas, para não ficarem preocupadas.
Estava com receio de não dormir durante a noite. Por norma se durmo de tarde, custa-me imenso adormecer à noite, mas não foi o caso. Adormeci e acordei certamente mais de 10 vezes durante a noite. Tive o cuidado de pedir sempre de comer e beber (geralmente leite com cevada e umas bolachas com açúcar), pois sei que é importante alimentarmo-nos.
Durante a noite, após cada ida à casa de banho acompanhada pela enfermeira, ia sentindo-me melhor.

De manhã a enfermeira mandou-me para a cadeira de novo, e de novo deu para ficar preocupado. Na primeira volta que dei, voltei a sentir tonturas. Da segunda vez, experimentei baixar um pouco a cabeça, e isso parece ter resultado, pois deixei de sentir as tonturas. Fiquei satisfeito por isso, iria para a casa pouco depois.

Um a um, os colegas (uma palavra extraida das corridas) que passaram comigo a noite iam tendo alta, e por fim chegou a minha vez. Tempo de ouvir as recomendações da enfermeira e ir para casa.

De momento a minha perna está assim.
 


A operação foi constituída por duas coisas. Uma safenectomia interna e fleboextrações. Basicamente tiraram-me uma veia importante (infelizmente), a safena, e algumas mais pequenas que já não estavam a fazer nada. Levei pontos na zona da virilha (por onde saiu a veia), o resto foi tudo abaixo do joelho.

Recuperação
Varia muito de pessoa para pessoa, mas começa por um a dois dias de repouso absoluto, e depois descanso, intercalado com caminhadas. Como está muito calor, talvez só possa caminhar inicio e final do dia.
Tenho que esperar 4 dias até ir ao Centro de Saúde mudar os pensos. Até lá tenho que usar a meia dia e noite. Depois disso a meia é para usar apenas durante o dia, até passar um mês. Já os pontos são para retirar dia 15.
De resto não posso apanhar sol na perna (não haverá praia para mim este ano infelizmente) enquanto tiver as lesões na perna. Terei que passar todos os dias pomadas para ajudar na cicatrização. No que toca a exercícios, falam em pelo menos um mês parado, e depois exercicios ligeiros (ainda terei que ver o que posso fazer com este calor). Exercicios normais só a partir do segundo mês. Mas como disse, isto varia de pessoa para pessoa.

E pronto, aqui está feito o report. Dia 29 Julho tenho consulta de ortopedia, para marcar a ressonância magnética. Espero que não se confirme o pior cenário com uma possível lesão no menisco, pois caso seja assim, nova operação me espera. 
Entretanto vou-vos mantendo atualizados, à medida que for melhorando.

Obrigado a todos pelo vosso apoio.  
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terça-feira, 30 de junho de 2015

Cirurgia à porta

Olá  meus amigos,

Passaram apenas uns dias desde que soube que teria que ser operado à perna esquerda, para tentar melhorar um problema que foi detectado recentemente, e prevenir outros mais graves no futuro, sabendo que isto não terá solução definitiva, e que mais dia menos dia terei que fazer o mesmo na outra perna.

Como sabem fiz alguns exames, que revelaram alguns problemas:
  1. Pronação avançada no pé esquerdo e moderada no pé direito
  2. Rótulos de ambos os joelhos um pouco fora do seu sítio natural
  3. O TAC revelou uma laceração do menisco interno
  4. O doppler test revelou problemas de circulação na perna esquerda, avançados para a minha idade.
Após saber o que tinha, tive que esperar até agora. Tive que esperar pela minha vez no SNS, para fazer as consultas de cirurgia vascular (semana passada) e ortopedia (esta será no mesmo dia da cirurgia.

No que toca à ortopedia e após consultar um especialista, já sabia que necessito fazer uma ressonância magnética, para confirmar uma de duas coisas. O que o TAC revelou ou o que o médico suspeita. 
A primeira hipótese requer cirurgia. A segunda, embora sem solução definitiva, talvez se componha com fisioterapia e trabalho especifico de reforço muscular e flexibilidade. 

No que toca à cirurgia que me espera. Não sei todos os detalhes ainda, mas como é normal nestas coisas, pesquisei um pouco e aprendi algumas coisas. Sei que a cirurgia tradicional é o típico ir à faca, e sei que a tecnologia mais recente envolve laser. Naturalmente esta última é melhor em tudo. Mais segura, menos agressiva, menos tempo recuperação, etc. Ainda não sei qual delas irei fazer. Torço para que seja a laser, mas temo que vá ser à moda antiga.

Desde que soube o que me espera tenho feito alguns exames de preparação para a cirurgia. Esta semana irei fazer o último exame, de anestesia. Conto aí saber mais detalhes sobre a operação em si. 

Se for à moda a antiga que me espera?
Quando topei fazer a cirurgia em pleno Verão, claramente não contava com a realidade do que será meu pós - operatório. Dois dias de cama, sempre com as meias de compressão. Primeiros 30 dias sem atividades física,  e daí até  aos 60 dias exercício moderado. Só a partir daí posso voltar ao meu normal. Praia e boa vida isso só para 2016.
Naturalmente isto varia de pessoa para pessoa, e da extensão da cirurgia.

Preocupa-me algo que veio nos resultados doexame que fiz, na veia safena, que aparenta estar afectada. Não parece ser uma veia normal como as outras, pelo que pode ser mais complicado que o normal. 
O médico garantiu que ia ficar a 100%, e eu perguntei-me "como é que ele diz isso se me vai tirar peças que tinham sua função no corpo???" Obviamente a cirurgia é para prevenir problemas mais graves no futuro. Por outro lado deverá ajudar-me, pois as veias a retirar vão deixar de causar problemas (falam em fadiga, comichão, inchaço, etc. Desses todos queixo-me há muito anos de pernas cansadas de longe a longe e muita tensão muscular).
Isto cá dentro é como uma rede grande. O corpo deteta que aquela estrada não existe mais, pelo que limita-se a mandar o sangue por outras estradas.

Custa um pouco saber que é um problema sem cura, em que o máximo que se pode fazer é atacá-lopara minimizar os danos que causa, prevenir complicações, e seguir as recomendações do médico. Gostaria que isto não me limitasse em nada no que toca a desporto.

Como me sinto
Uma mescla de coisas. Calmo, resignado, expectante, chateado por perder o Verão, chateado por não poder treinar, preocupado e ansioso que chegue a operação e trate logo disto.

Tem sido uns meses sem sal. Treino alguma coisa quase todos os dias, mas sem grande motivação ou intensidade. Não tenho dado muita atenção às minhas bicicletas, o que é estranho, pois há um ano atrás treinava 3 vezes por semana com bicicleta e três vezes corrida, todas as semanas, sem falhar ou vacilar. Porque é assim não sei. Talvez algo a ver com a falta de objectivos. 

Esta semana vou correr/pedalar todos os dias (agora não te falta motivação não é menino?). Depois irei ter umas semanas bem longas até poder voltar a praticar algum desporto, pelo que há que aproveitar.

Como vou estar parado, vou ter que arranjar algo com que me entreter, pelo que vou postando coisas sobre a operação e o pós-operatório. Não é o que gostaria de escrever, mas pronto, lá terá que ser.
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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Sempre vou à faca

Já não escrevia nada neste blog quase há 2 meses. Esperei pacientemente pelas consultas no hospital, pelo que não havia muito a falar. Reduzi drasticamente minhas corridas, para uma média de uma por semana, ou nem isso. Semana passada foi um excepção, pois acabei participando numa prova, que falarei noutro artigo.

Vou ser operado a quê?
Hoje foi dia de consulta de Cirurgia Vascular no Hospital, para ver os problemas que o Doppler Test revelou, ao nível de circulação. Tenho varizes internas, que levam a problemas de circulação. Segundo o médico tenho aqui um problema avançado para aquilo que é de esperar numa pessoa com a minha idade. Com a idade irá piorar, podendo originar tromboses. Não hesitou na recomendação! "vai ter que ir à faca". E eu (que remédio) aceitei claro.

Vou agora fazer alguns exames de preparação para a cirurgia, para depois fazer a marcação da cirurgia em si. Tentarei arranjar cunha para ter a cirurgia o quanto antes.

Que me espera?
Sinceramente, fiquei meio parvo com a coisa, pelo que não perguntei muito. Se correr bem, irei para casa dia seguinte, o pior será o que vem a seguir. Não sei ainda se será uma cirurgia por laser, ou à moda antiga (o clássico corta/cose). Espero que seja a laser, pois facilita a recuperação. Não sei se me espera fisioterapia ou não, mas acredito que vá ser uma recuperação chata. 
De qualquer modo terei tempo para saber mais detalhes do que me espera nas próximas semanas/meses.

Depois ainda tenho a consulta ortopedia por fazer (daqui a 2 semanas mais ou menos). Claramente tenho pelo menos dois problemas. Só espero que o outro não peça cirurgia também.

E pronto, aqui vai a novidade do dia da minha parte. Vamos ver como vai correr.

Aquele abraço :)
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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Plano de treinos Maratona - 8 semanas

Já o disse várias vezes, e volto a dizer. Gosto muito do site A Minha Corrida. Criam artigos a uma velocidade vertiginosa, e todos de grande utilidade. Este em particular, gostei tanto que decidi dar meu pequeno contributo, e torná-lo mais acessível, ou se quiserem, peguei nele e adaptei para algo que faça sentido para mim. Naturalmente pode não servir a vocês, mas espero que a base seja suficientemente boa para vocês colocarem à vossa maneira.


O que vão ler a seguir, não é mais do que um pequeno resumo do que podem ler no artigo original.

Tipos de treino que vão fazer neste plano
Corrida Contínua
Treino tipico de recuperação, a um ritmo lento, de preferência em terreno mole como terra ou relva. A nível de sensações quer-se algo até 140bmp. No plano corresponde sempre ao treino de 4ª feira.


Fartlek
Este é o primeiro treino da semana. A ideia é submeter o corpo a ritmos diferentes durante o treino. Tudo desde passada muito lenta, até algo próximo da velocidade máxima, de preferência em terrenos acidentados, pois este treino pretende reforçar esses musculos.

Repetições de 5km
Treino para trabalhar nosso ritmo. Nestes treinos o atleta deve correr dentro do ritmo previsto para a Maratona. Obviamente que 5km ao ritmo de uma Maratona vai-vos parecer lento, pois certamente conseguem fazer bem mais rápido que isso. Mas este é talvez o tipo de treino mais importante para uma Maratona. Será este treino que nos vai ajudar a manter o ritmo quando entrarmos na fase critica da Maratona, normalmente à volta dos 30kms, onde começamos a ter dificuldades e manter o ritmo pretendido.

Sessão de Teste
Como o nome indica, este sessão pretende testar nosso "motor". Deve ser realizado nas mesmas condições em que vão realizar a Maratona. Mesmo equipamento, abastecimentos, sapatos e ao ritmo que definiram para a prova. Consoante o resultado desse teste, podem e devem ajustar quer os treinos seguintes, quer as expetativas e objetivos que traçaram para a prova. 

Repouso
Eu tenho esse problema. Não consigo estar parado. Se não treinar um dia, sinto logo aquela "comichão". Mas estou a fazer mal. O repouso é fundamental em qualquer desportista. Por isso sejam mais espertos que eu, e respeitem os dias definidos para o descanso. São fundamentais!

Flexibilidade e reforço muscular
Já falei disto aqui, e nunca é demais relembrar. Vossos treinos devem ter sempre sessões de flexibilidade antes e depois do treino. Devem alongar bem os músculos que vão ser usados no treino. Recomenda-se 5 min antes do treino e 10 min depois do treino. Se tiverem oportunidade de ver atletas profissionais a treinar, vão constatar que não há uma sessão de treino em que não façam alongamentos. Por isso se eles fazem, porque hão-de vocês esquivar-se?
Depois tem a parte de reforço muscular. A meu ver, a corrida em si não é suficiente no que toca ao reforço muscular, pelo que devem procurar esse trabalho fora da corrida. Tipicamente num ginásio, ou num parque ao ar livre.
Flexibilidade e reforço muscular podem ser a diferença entre ter uma lesão e não a ter. 

Cinco treinos por semana
A questão de saber quantos treinos por semana devemos fazer, já aflorei aqui. Considero que quatro a cinco treinos por semana é o ideal para o corredor normal. Seis a sete dias, isso é para os profissionais.
É fundamental seguir o plano à risca. Faça chuva ou sol, estejamos cansados ou não. Não iriam ficar bem com vossa consciência se faltarem aos treinos ocasionalmente, e acreditem, iam ter problemas até na própria corrida.

Planos
Tentei colocar os dois planos numa tabela, para ser mais fácil de visualizar. Além disso, optei por definir os ritmos pretendidos para cada treino, de modo a ser mais fácil de perceber e colocar em prática. 
São dois planos de 8 semanas, um para fazer uma Maratona em 03h30 e outro em 03h00. Considero 8 semanas insuficiente para preparar uma Maratona. Para mim no mínimo devem ser 12 semanas, pelo que se pretendem preparar vossa primeira Maratona, não comecem a treinar apenas 8 semanas antes. Pressupõe-se que já correm com regularidade, e que já tenham feito pelo menos uma Meia Maratona.
A ideia por trás deste plano é não inventar. Pegar em algo simples e com resultados comprovados, e aplicar. Estamos portanto, perante um plano que irá servir a 99% das pessoas que pretendem fazer sua primeira Maratona.
A grande vantagem de ter um plano de treinos, é que acaba sendo o melhor que podemos ter, quando não temos um treinador pessoal a delinear os nossos treinos. Mas para usar este plano, tem que assumir o compromisso de o seguir na integra. Não vou falar dos cuidados a ter a nível de descanso e alimentação. Se querem fazer uma Maratona, dificilmente podem não se considerar atletas, pelo que já tem experiência suficiente para saber que o esforço a que se propõe submeter, de nada servirá se não tiver o devido acompanhamento nas outras variantes do treino.

Plano para Maratona em 03h30
 

Plano para Maratona em 03h00


 Espero que vos seja útil. Bons treinos
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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Apeteceu-me escrever - Dicas

Sinto falta das crónicas semanais, embora não tanto como de correr sem problemas claro. As crónicas semanais não eram nada de especial, mas eram porreiras de se fazer. Sobretudo até à lesão. Em pouco tempo vi a minha forma a melhorar, sentia-me muito motivado e inclusivé com ilusões a mais (03h30min para a primeira Maratona... está certo...). Depois, veio a lesão e tudo isso ficou para segundo plano.


Ensinamentos que a experiência nos dá
Quando tomei a decisão de fazer a Maratona, estava ciente que ia completamente às claras. Pesquisei muito por um plano de treinos que achasse adequado, até que escolhi um que me convenceu. Tinha a certeza que não era o ideal, apenas queria passar pela experiência, pelo processo. Cometer erros, ver no que dava na prova e depois aplicar essa experiência no futuro. No entanto, não precisei de fazer a prova para perceber que o plano era curto. Três treinos por semana como defini inicialmente, era pouco. O ideal é 4 a 5 treinos. Aqui está um ensinamento que levo para o futuro.

Complemento à corrida
Outra coisa que passei a dar outro valor, é a idea de que, correr apenas não chega. Tal como pedalar apenas não chega no ciclismo. É necessário fazer trabalho especifico de reforço muscular. É necessário fazer trabalho de flexibilidade. É necessário fazer alongamentos. Tudo isso é fundamental para reduzir o risco de lesões. 
 A corrida é um desporto muito violento para as articulações. Sobretudo em estrada.

Seguir o plano
Ter um plano de treinos, significa ter um guia para os nossos treinos. Significa ter objetivos claros para todas as vezes que calçamos as sapatilhas, e vamos treinar. Cabe a nós no mínimo, seguir à risca o que está planeado. Se queremos atingir os nossos objetivos, não podemos relaxar, não podemos deixar andar. Temos que atingir o objetivo traçado para o treino, ou até superá-lo.


Se o treino pede 3km a 04:00, temos que conseguir fazer 3km em 12min ou menos, custe o que custa. Claro que há sempre um limite, mas esse limite deve ser bem alto, temos que nos habituar a não desistir. Se desistimos hoje.. amanhã desistiremos de novo. A atitude é muito importante. Temos que ser mais fortes que o corpo. Sobretudo nos dias que estamos cansados.

Mas acima de tudo, devemos tirar prazer do que fazemos. Afinal é suposto ser algo que fazemos porque queremos, não porque somos obrigados.

Atitude
Como sabem existe sempre o risco de over-training. Uma maneira simples de saberem se estão a treinar demais, é ao acordar. Se vossas bmp em repouso forem o que costumam ser, não há problema. Se estiverem bem acima, é sinal para parar. Mas, se as bmp estiverem normais e vocês cansados. Essa é uma daquelas ocasiões em que a cabeça tem que ser mais forte que o corpo, e superar o cansaço. Só assim o corpo se habitua ao esforço, só assim ele fica mais forte, mais resistente, mais performante.
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segunda-feira, 30 de março de 2015

Lesão - Inicio tratamento

Fez ontem uma semana que tomei a decisão de parar com os treinos, desistir da Maratona, e focar-me em ver o que tenho e tentar resolver de uma vez por todas. Enquanto não vem o TAC que (espero) vai dizer o que tenho, decidi recorrer na mesma a um Fisioterapeuta, com o intuito de pelo menos fazer umas massagens, de modo a reduzir a tensão muscular que costumo ter.


Expliquei ao fisioterapeuta o que se passava comigo, e em seguida ele começou a analisar minhas pernas, a ver se encontrava algo. E encontrou! Encontrou duas lesões distintas no mesmo joelho. Uma inflamação na parte de trás do joelho (onde me queixo), e uma inflamação do tendão rotuliano na parte da frente do joelho. Eu própria senti essas mesmas lesões, sempre que o fisioterapeuta mexia lá.

Parte de trás do joelho
Se bem se lembram fiz recentemente uma ecografia recentemente que não detetou nada de mal no joelho. Também já fui a outro fisioterapeuta que também não viu nada no joelho, o que não deixa de ser estranho. O feeling que o fisioterapeuta teve, apontava para o início de um Cisto de Baker, mas como a ecografia não acusou nada, recomendou esperar pelo  TAC.

Parte frente do joelho
Esta não esperava confesso. Uma segunda lesão, que à partida não tem nada a ver com a outra lesão que tenho na parte de trás do joelho. Fiquei preocupado, pois as lesões no rotuliano são muito difíceis de recuperar. Espero que esta não seja uma dessas.

Tratamento
Mesmo sem certezas da causa da lesão, o fisioterapeuta optou por me fazer um tratamento tradicional a ambas as lesões. Mesmo não sabendo ao certo a causa das inflamações, o tratamento que me foi dado certamente ajuda sempre um pouco. Não sabia o nome das máquinas ou dos tratamentos que me foram feitos, pelo que fui pesquisar na Internet, a ver se conseguia chegar lá. Também espero não me enganar no que me foi feito e porquê.

1. Ionização  
A Ionização é uma técnica que consiste em uma atuação da corrente galvânica sobre a pele aumentando o processo de absorção dos princípios ativos dissolvidos em substâncias aquosas.

Um dos tratamentos que me foi feito, foi aplicação de um anti-inflamatório. Creio que esta máquina ajuda nesse sentido.

2. Gelo
Recebi algumas massagens diretamente na zona lesionada, com o que pareceu ser uma toalha com gelo. Foi bastante doloroso. Incrível como não se notou estas lesões antes.


3. Estimulação elétrica neuromuscular e muscular 
Basicamente o musculo recebe uns choques elétricos, e depois o músculo reage a esses mesmos choques. Segundo o fisioterapeuta foi aplicado com o intuito de reforçar os músculos da coxa, por cima da coxa, no músculo Vasto Lateral (tive que pesquisar pelo nome). Este tratamento também foi doloroso. Incrível a maneira como o músculo comprimia. Perto do fim ficou menos doloroso.


E agora
Ainda faltam duas semanas até poder fazer o TAC, pelo que irei repetir este tratamento pelo menos mais duas vezes. Uma coisa que o fisioterapeuta me recomendou vivamente é não parar por completo. Ao parar de correr, perde-se massa muscular, e isso pode ser ainda pior. Naturalmente, não fiquei nada chateado em ouvir isso. Fiquei muito satisfeito até. Vou voltar a correr sim, mas sempre distâncias curtas. Não vou correr até chegar ao ponto de o joelho se queixar. Isto implica treinos relativamente curtos. Dará para não perder a forma, enquanto se resolve o problema. 

Esta semana não há crónica, pois parei mesmo. Fiz apenas duas aulas de cycling, e fui para a estrada pedalar com a minha fininha. A partir desta semana, planeio voltar ao regime de três corridas + três sessões de cycling indoor/outdoor.

A falta de um objetivo
É realmente complicado treinar sem objetivos. Senti uma clara diminuição na vontade de treinar. Entre correr e pedalar, sinceramente prefiro correr, pelo que não será fácil manter a motivação. Ter um objetivo, definir um plano de treinos para esse objetivo e seguir esse plano, fazem maravilhas pela nossa motivação.

Ainda não sei bem o que vou fazer nesse aspeto. Talvez vá vendo o que surge no calendário, e inscrever em algumas provas de BTT, e se possível corridas de 10kms. Espero nos próximos dias aclarar as ideias e decidir o que vou fazer nos próximos tempos.

Desejo-vos uma boa semana.
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