segunda-feira, 30 de março de 2015

Lesão - Inicio tratamento

Fez ontem uma semana que tomei a decisão de parar com os treinos, desistir da Maratona, e focar-me em ver o que tenho e tentar resolver de uma vez por todas. Enquanto não vem o TAC que (espero) vai dizer o que tenho, decidi recorrer na mesma a um Fisioterapeuta, com o intuito de pelo menos fazer umas massagens, de modo a reduzir a tensão muscular que costumo ter.


Expliquei ao fisioterapeuta o que se passava comigo, e em seguida ele começou a analisar minhas pernas, a ver se encontrava algo. E encontrou! Encontrou duas lesões distintas no mesmo joelho. Uma inflamação na parte de trás do joelho (onde me queixo), e uma inflamação do tendão rotuliano na parte da frente do joelho. Eu própria senti essas mesmas lesões, sempre que o fisioterapeuta mexia lá.

Parte de trás do joelho
Se bem se lembram fiz recentemente uma ecografia recentemente que não detetou nada de mal no joelho. Também já fui a outro fisioterapeuta que também não viu nada no joelho, o que não deixa de ser estranho. O feeling que o fisioterapeuta teve, apontava para o início de um Cisto de Baker, mas como a ecografia não acusou nada, recomendou esperar pelo  TAC.

Parte frente do joelho
Esta não esperava confesso. Uma segunda lesão, que à partida não tem nada a ver com a outra lesão que tenho na parte de trás do joelho. Fiquei preocupado, pois as lesões no rotuliano são muito difíceis de recuperar. Espero que esta não seja uma dessas.

Tratamento
Mesmo sem certezas da causa da lesão, o fisioterapeuta optou por me fazer um tratamento tradicional a ambas as lesões. Mesmo não sabendo ao certo a causa das inflamações, o tratamento que me foi dado certamente ajuda sempre um pouco. Não sabia o nome das máquinas ou dos tratamentos que me foram feitos, pelo que fui pesquisar na Internet, a ver se conseguia chegar lá. Também espero não me enganar no que me foi feito e porquê.

1. Ionização  
A Ionização é uma técnica que consiste em uma atuação da corrente galvânica sobre a pele aumentando o processo de absorção dos princípios ativos dissolvidos em substâncias aquosas.

Um dos tratamentos que me foi feito, foi aplicação de um anti-inflamatório. Creio que esta máquina ajuda nesse sentido.

2. Gelo
Recebi algumas massagens diretamente na zona lesionada, com o que pareceu ser uma toalha com gelo. Foi bastante doloroso. Incrível como não se notou estas lesões antes.


3. Estimulação elétrica neuromuscular e muscular 
Basicamente o musculo recebe uns choques elétricos, e depois o músculo reage a esses mesmos choques. Segundo o fisioterapeuta foi aplicado com o intuito de reforçar os músculos da coxa, por cima da coxa, no músculo Vasto Lateral (tive que pesquisar pelo nome). Este tratamento também foi doloroso. Incrível a maneira como o músculo comprimia. Perto do fim ficou menos doloroso.


E agora
Ainda faltam duas semanas até poder fazer o TAC, pelo que irei repetir este tratamento pelo menos mais duas vezes. Uma coisa que o fisioterapeuta me recomendou vivamente é não parar por completo. Ao parar de correr, perde-se massa muscular, e isso pode ser ainda pior. Naturalmente, não fiquei nada chateado em ouvir isso. Fiquei muito satisfeito até. Vou voltar a correr sim, mas sempre distâncias curtas. Não vou correr até chegar ao ponto de o joelho se queixar. Isto implica treinos relativamente curtos. Dará para não perder a forma, enquanto se resolve o problema. 

Esta semana não há crónica, pois parei mesmo. Fiz apenas duas aulas de cycling, e fui para a estrada pedalar com a minha fininha. A partir desta semana, planeio voltar ao regime de três corridas + três sessões de cycling indoor/outdoor.

A falta de um objetivo
É realmente complicado treinar sem objetivos. Senti uma clara diminuição na vontade de treinar. Entre correr e pedalar, sinceramente prefiro correr, pelo que não será fácil manter a motivação. Ter um objetivo, definir um plano de treinos para esse objetivo e seguir esse plano, fazem maravilhas pela nossa motivação.

Ainda não sei bem o que vou fazer nesse aspeto. Talvez vá vendo o que surge no calendário, e inscrever em algumas provas de BTT, e se possível corridas de 10kms. Espero nos próximos dias aclarar as ideias e decidir o que vou fazer nos próximos tempos.

Desejo-vos uma boa semana.
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quarta-feira, 25 de março de 2015

Quanto vezes por semana devo correr

Aqui há dias fui contatado por um corredor que acompanha o meu blog. Penso que não se importa que diga o nome dele. O Luís está a preparar-se para fazer a primeira, de três Meia-Maratonas, como preparação para a sua primeira Maratona. Isto tudo em 2015. 
O Luís está a seguir um plano de treinos que viu na Internet, e estava com duvidas em relação ao número de vezes que devia correr por semana. Pareceu-lhe excessivo os 6 treinos por semana que o plano que escolheu pedia. 


Conforme o treino avança, é necessário correr mais para atingir os nossos objetivos. Além das sessões se tornarem mais longas, pode ser preciso também treinar mais dias na semana. Mas como estabelecer o quanto de corrida fazer?
Para mim esta é uma questão universal por entre os corredores. É uma daquelas questões, que é extremamente difícil arranjar uma resposta exata, que sirva a todos. Considero que o que se adequa a um atleta, pode estar completamente desajustado para outro atleta. Estas duvidas surgem, sobretudo em corredores que começaram há pouco tempo. Aqui a experiência é o maior aliado que podemos ter. Mas para a ter, temos que passar por questões como esta. 

Quando pensamos em definir nosso plano de treinos, uma das coisas que tem que ser feita, é definir o volume de treino. E isto aplica-se tanto ao corredor que está a começar, como ao corredor com muita experiência. Por isso mesmo, podemos ter alguns a correr 20km por semana, e outros a correr 200km ou mais. O difícil é saber o que precisamos correr para atingir os nossos objetivos. E isso pode ser tremendamente ingrato. Como definir o volume e frequência ideal para o que pretendo?

Eu próprio passei por isso mesmo há 3 meses atrás. E embora já tenha aprendido muito desde então,  ainda tenho muito, mas mesmo muito para aprender. Mas isso faz parte. Temos mesmo que passar por elas, só assim aprendemos.

Mas voltando à questão do Luís. Uma das razões pelo qual é ingrato definir o volume/frequência semanal de treinos, é que não existe uma relação direta entre os kms percorridos em treinos, e os resultados que obtemos nas provas. Podemos facilmente entrar em over-training, e vermos nossa performance a descer inclusive.

Porque temos que aumentar o volume de treinos então?
Para responder a isso, temos que analisar a coisa a partir de vários fatores. Um deles vem do nosso organismo. Como qualquer músculo, ele tem que ser habituado a lidar com treinos mais intensos, mais longos. Isto é como construir uma casa. Temos que começar pela fundação. Tem que ser uma coisa gradual, com tempo. Não podemos querer começar logo a tratar do 1º andar. Temos que começar pela base. 
Não tenho a mais pequena dúvida que já ouviram isto n vezes. Mas acreditem, é mesmo assim. A roda aqui já foi inventada há muito, e não vai ser diferente com vocês, pelo que não vale a pena inventar, ou tentar cortar caminho.

Quanto mais habituado o vosso organismo estiver, mais agressivos podem ser com o vosso volume e intensidade de treinos. E como em tudo, existe um ponto ideal. Uma relação perfeita entre volume e intensidade. Mas para a atingir é preciso "comer muita sopa", ou seja, é preciso muita tentativa e erro. 

Outra razão pela qual devemos aumentar o número de treinos, é porque nos ajuda a diminuir o risco de lesões. Sempre que aumentamos a intensidade dos treinos, temos que fazer algo que minimize os riscos que isso possa causar.


Aqui posso fazer uma analogia de um carro (não liguem.. outra das minhas paixões). Imaginem que tem um carro normal, e um dia decidem aumentar a potência do mesmo. O carro tem 100cv e vocês dizem ao mecânico "Ponha-me isto com 200cv". E agora pensem o que vai acontecer ao motor. Tudo foi otimizado para os 100cv, e agora vocês tem um motor com 200cv. Se vocês não fizeram nada para balançar isso, vão ter problemas. A temperatura da água e do óleo vão disparar, e mais dia, menos dia o motor vai ceder. Como fazem para minimizar os riscos? Melhoram os sistemas de refrigeração de água e óleo por exemplo.

No caso dos treinos, a solução para minimizar o risco de lesões, é aumentar o número de treinos. Porquê? Porque aumentar o número de treinos ajuda algumas estruturas a suportar melhor o esforço extra que lhes é pedido, como os tendões por exemplo. Por outro lado, o sistema cardiovascular sai reforçado quando sujeito a esforços de alta intensidade.

Quantos treinos recomendo
Para mim, o meio-termo ideal que falei anteriormente anda entre os 3 a 5 treinos por semana, com 60min de duração no máximo por treino. Por um lado permite maiores ganhos de performance para quem só faz 1 ou 2 treinos semanais, e por outro lado ajuda a minimizar os riscos de lesão, para quem treina 6 ou 7 vezes por semana.


Outra analogia que posso fazer aqui, é com a musculação. Para quem não sabe, o músculo não cresce durante o treino. O músculo cresce na fase pós treino. Foi fortemente castigado, sofreu danos. E para prevenir danos futuros, ele reforça-se de modo a aguentar melhor o "sofrimento" que teve. E é ai que o músculo cresce. E é aqui que entra o estímulo. Se lhe dermos sempre o mesmo estímulo, ele adapta-se e estagna, pois não tem necessidade de se reforçar. Dai ser necessário variar os planos de treino, de modo a oferecer estímulos diferentes.

Se pegaram em alguém que só corre, pode ser um atleta de classe mundial, e o puserem a andar de bicicleta. Vai sentir dores que nunca sentiu, e vice-versa. Isto acontece porque o corpo, os músculos, receberam estímulos diferentes do que os que estava habituado.
Na corrida é igual. Nós "agredimos" o corpo, provocamos danos, ele queixa-se, mas geralmente aguenta e volta mais forte. Por isso, só podemos dar o mesmo tipo de estimulo um certo tempo, depois temos que trocar esse estimulo. Isto tudo para justificar mais uma vez, o que recomendei em relação ao número de treinos por semana. Se treinarmos uma ou duas vezes, os efeitos da sessão perdem-se. Pois passa muito tempo até à próxima sessão. Por outro lado, se treinarmos 6 ou 7 vezes por semana, não damos tempo suficiente para o organismo se recuperar. Obviamente o caso muda de figura quando falamos de atletas profissionais, mas esses estão noutra liga.

Descanso

Outra termo/palavra que certamente já ouviram falar n vezes também. O descanso é absolutamente fundamental para qualquer desportista. É ai que o corpo se recupera, regenera e fica mais forte.
Contra mim falo. Tenho semanas que treino 7 dias. Coisas diferentes é certo, mas sem dúvida nenhuma treinos a mais. Sobretudo com a idade, devemos ser mais espertos. O corpo precisa mais tempo para recuperar, pelo que temos que lhe dar esse tempo extra. Aqui mais uma vez, a experiência é fundamental. Terei que ter isso em conta no futuro. Menos treinos, mais descanso!

Como decidir se treino três.. quatro.. ou cinco vezes?
Mesmo reduzindo o intervalo para três dias, ainda é muito abrangente, e certamente muitos de vós ainda vão ter duvidas. Como saber o que é o ideal para mim? Pois como é ´bvio, há diferenças entre as três possibilidades. 
Na minha opinião, a resposta deve ser encontrada nos objetivos que traçamos. Serão os objetivos a definir o número de vezes que devemos treinar por semana. Quanto maior a duração da prova, maior deve ser o volume de treinos. Quanto melhor queremos que seja o nosso tempo final, mais intensas tem que ser as sessões de treinos.

Quem começa a correr, geralmente treina pouco. Nada sabe. Se calhar até diz que não tem grande pretensões a nível de tempos e distâncias percorridas. Mas quantos de nós começamos assim, mas aos poucos apanham  aquele bichinho pelo desporto, e começam a sentir uma transformação, tanto a nível físico como mental? Muitos não? E será ai que vamos começar a ambicionar mais, será ai que vamos começar a querer e puxar mais.
Quando queremos mais, já sabemos que temos que treinar mais. E facilmente chegamos ao ponto que três vezes por semana não é suficiente. Uma semana normal de treinos pode ter por exemplo:

- Treino recuperação
- Treino fartlek
- Treino intervalado
- Treino de volume
- Treino de velocidade

Existem mais variantes de treino, mas fiquemo-nos por estas. Agora tentem introduzir estes cinco tipos de treinos, em três treinos por semana. Fica muito pesado não? 
Eu defendo que cada treino da semana deve ter um objetivo diferente. E cada semana deve ter seu próprio objetivo, logo muito dificilmente três treinos por semana chegam. 
Se acompanharam este blog, vão notar que andei a treinar 3 vezes por semana, pois era isso que estava traçado no plano que escolhi. Mas agora sei com toda a certeza, que 3 treinos por semana era pouco para os objetivos que me tinha proposto. Não estava a treinar ia para fazer nenhum tempo canhão, mas ia fazer 42kms!!! E isso não é pera doce. Para a próxima já sei :)

Como aumentar volume de treino gradualmente
Como disse acima, uma casa começa a ser construída pela base. Logo se estamos a começar, mesmo quem já é corredor há muito tempo. Quando recomeça tem que fazer um trabalho de base, e aos poucos ir aumentando o volume de treino.
O mais recomendado é fazer aumentos de 10% no máximo, ao volume de treino semanal. Quando esse volume começar a fazer com que os treinos fiquem excessivamente longos, é sinal para acrescentarem mais um dia de treino por semana. Com isto vão poder manter vosso volume diário de treinos, mas aumentar a quantidade de estímulos que dão ao vosso corpo.

Outros fatores a ter em conta
Eu próprio aprendi isso recentemente. Não chega correr. Não chega de maneira nenhuma. É necessário atividades complementares, que ajudam a minimizar as lesões, e melhorar nossas capacidades. Falo de:

- Flexibilidade
- Elasticidade
- Força

É fundamental trabalharmos estes itens durante a semana também. E não tem que ser necessariamente via corrida. Podem fazer nos dias em que não correm. Podem usar um ginásio, ou praticar uma modalidade específica. Eu recomendo o Cross Training. 


Muitos dos exercícios funcionais que se faz nessa modalidade, podem ajudar-vos imenso. Já falei disto aqui, mas podem pesquisar na Internet. Não falta informação por ai.  

Tenho a dizer que me deu prazer pesquisar e escrever este artigo. Eu próprio apercebi-me de alguns erros que fiz durante o treino. Espero que vos ajude também.
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Parte 12 - Fim da viagem

Entrei nesta semana de treinos muito motivado. Fresco de melhorar meu record pessoal aos 10kms, estava disposto a recuperar parte do que perdi ao nível de preparação, pelo que pretendia aumentar o volume de treino. 
Esta semana, marcava o inicio da Fase IV do plano de treinos - Simulação de competição. Previa três treinos, o último dos quais com 30 kms. Se esse treino corresse sem problemas, significaria luz verde para a Maratona. Se corresse mal... game-over. 
Infelizmente, acabou sendo game-over.


Por um lado, não faz grande sentido fazer o report semanal,visto que já não vou fazer a Maratona. Mas não acho que isso seria correto. Minhas corridas terminaram. Pelo menos até saber o que tenho no joelho, e curar de vez (assim o espero) essa lesão. Não vejo porque não devo partilhar minha última semana de treinos com vocês. Mesmo se o desfecho final não foi o pretendido.

No plano inicial tinha plevisto fazer três treinos, como de costume. Uma sessão de jogging de 5kms, outra de 13.5km em ritmo rápido, e por fim 30km a ritmo de competição. Mas mal entrei na semana decidi que ia treinar mais vezes e por mais kms. Experimentei pela primeira vez fazer dois treinos no mesmo dia inclusive.


Análise...
Esta semana marcou o início da Fase IV do plano de treinos - Simulação de Competição. É aqui que um corredor começa a ter real noção de como está sua preparação, e que resultados as fases anteriores trouxeram à sua forma.
Fazer 30kms num treino não é pera doce. E mesmo que não corra tão bem quanto o desejado, o corredor ainda pode melhorar suas expetativas para a Maratona. Ainda tem algum tempo para corrigir algo que não esteja bem, embora sem milagres claro.

1º treino - 19km 05:54
Experimentei pela primeira vez fazer dois treinos no mesmo dia. Já tinha falado do treino segmentado aqui no blog. Confesso que esperava com alguma ansiedade, pela "autorização" do joelho para experimentar.
No plano tinha previsto fazer um sessão de jogging, pelo que optei por fazer isso mesmo, apenas com mais kms. Dividi o treino em duas partes. Acordei bem cedo, fui para o gym, e corri 10kms a um ritmo médio de 06:00. Custou imenso acordar, que sono! Depois os primeiros kms também custaram, mesmo a uma velocidade bem lenta. Mas, ao fim de 20min, o corpo começou a dar sensações melhores, e acelerei um pouco no fim, para acabar com uma média redonda, 06:00.
Depois do trabalho fiz a segunda parte do treino. Pretendia fazer 10kms de novo, mas por falta de tempo acabei fazendo 9kms, embora a um ritmo mais rápido que no treino matinal. 

2º treino - 20km 05:21
Exatamente o mesmo treino, apenas com mais 1km no total. De manhã fiz novamente 60min a um ritmo médio de 06:00. Acho que não faz sentido puxar muito de manhã.
Já de tarde puxei bem mais. O ritmo final combinado foi de 05:21.
Embora só tenha feito dois treinos, o que faz com que qualquer opinião/impressão, não possa ser conclusiva. Só tenho a dizer bem deste tipo de treino. Por um lado, consegui ter tempo para recuperar, e por outro permitiu-me fazer uma distância, que se tivesse que fazer de uma vez só:
A - Seria complicado por falta de tempo
B - Provocaria maior desgaste/cansaço

Para já, posso dizer que sou fã.

3º treino - 5km 06:00
Não estava previsto, mas decidi fazer um treino de recuperação, no final do trabalho de ginásio que fiz pós-trabalho. Senti algum cansaço, mas de resto tudo ok.

4º treino - 17.1km 05:29
Este seria em qualquer circunstância o treino decisivo para a Maratona. Seria aqui que iria ter noção do nível da minha preparação. Seria aqui que o tom das minhas expetativas para a prova, iriam ficar definidas.
Seria o primeiro de dois treinos de longa distância, na fase IV. O segundo treino, como é fácil de perceber, já não vou fazer. Mas seria de 35km.

Voltando ao treino, tinha que fazer 30km a um ritmo médio de 05:00. Comecei o treino animado e calmo. Estava ciente que jamais ia conseguir fazer uma Maratona completa a 05:00, pelo que não me preocupei muito em tentar manter esse ritmo. A única coisa que queria, era cumprir a distância a um ritmo estável, e sem dores no joelho.
Tudo corria bem até ao km 10 mais ou menos. O joelho começou a dar sinal de vida. Ultimamente, quando dava sinal de vida, a dor era perfeitamente suportável. Desde que não acelerasse o ritmo. E assim fiz. Mantive-me ali entre os 05:20/05:30 por km. Infelizmente algures entre o km 14/15 a dor começou a piorar. E entrei numa fase para.. alonga.. continua. Exatamente como no treino que fiz 3 semanas antes.
Parei uma última vez, alonguei e depois fiz uma derradeira tentativa do tipo "mind over body". Tratei de cerrar dentes e "dizer" ao joelho que quem mandava ali era eu, e não ele. Tentativa estupida, e claro, sem qualquer sucesso. E pronto. Ao km 17 decidi parar e render-me às evidências. A ida à Maratona da Corunha 2015, ficou cancelada naquele momento.
Já partilhei com vocês em detalhe a decisão que fui forçado a tomar aqui, pelo que não vou voltar a repetir-me. É uma pena que assim seja, fiquei frustrado e sobretudo desapontado. Mas também procurei não lhe dar muita importância, até porque não resolve nada. A vida continua, e há-de haver mais oportunidades.
Já tenho exames adicionais marcados, e vou tentar chegar ao fundo desta questão, esperando que aja uma solução definitiva para o meu problema. Até lá, não volto a correr.

E agora...
Não perdi tempo. Além de tratar de obter respostas para a lesão, decidi mudar meu focus para o ciclismo/btt. Desde o inicio do ano praticamente só corri, pelo que a nível de preparação para ciclismo/btt, estou obviamente muito mal. Vou agora começar a treinar, e procurar aos poucos melhorar minha forma.
Sinto um vazio confesso. Penso que isso advém de ter deixado de ter um objetivo traçado. É fundamental termos um alvo. Algo que queiramos atingir. Faz toda a diferença no que toca à motivação.
Vou voltar aos treinos com calma, e procurar provas para participar. De momento tenho apenas um objetivo. Adquirir forma suficiente para fazer as provas em bom nível. Bom nível para mim, passa por não sofrer como um animal. Quando não estamos preparados para algo sofremos. Não quero isso. Apenas quero estar a bom nível, enquanto recupero o ânimo.

Gosto das duas modalidades, mas prefiro correr. Prefiro correr porque, mesmo com 30.000 pessoas a correr contigo, acaba sendo sempre uma corrida entre tu e o relógio. Ok, o ciclismo/btt é exatamente o mesmo nesse aspeto, mas considero que a corrida é diferente. As distâncias são fixas, muda apenas a dificuldade das mesmas. É mais fácil medir um sucesso/insucesso. Vou sentir falta disso! Estava mesmo motivado para fazer minha primeira Maratona em 2015. E também estava motivado tentar fazer 10kms em menos de 40min. Tudo isso terá que ser adiado no entanto.

E o blog?
Quando escrevi aqui que iria cancelar minha participação na Maratona da Corunha, falei um pouco acerca questão. Não sabia se iria continuar com o blog ou não. O blog é recente, e continua a ser pouco conhecido. A ausência de comentários à maioria dos posts, leva-me a pensar que não gera interesse, talvez por não ter qualidade suficiente não sei.
Mas, por outro lado, tenho recebido alguns contatos privados. Uns a dar força, outros a colocar questões, pelo que vou manter o blog. Considero que a minha viagem até minha primeira Maratona não acabou. Apenas foi adiada. E por esse motivo, e pelas pessoas que me acompanham, vou tentar continuar com o blog. Não sei em que moldes ainda. Conto que o tempo me ajude nisso.

Espero poder contar com o vosso apoio. Já que decidi criar um blog, quero tratá-lo como a corrida. Melhorar sempre que possível. Vossas dicas/criticas são bem-vindas. Estamos aqui para aprender.

Costumava despedir-me com um "Faltam X dias", despedida que agora não faz grande sentido. Mas  sabem que mais? Vou manter essa despedida!

Faltam X dias...
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terça-feira, 24 de março de 2015

Evento - TNB Lisboa Triathlon Corporate Challenge

Fui contatado pela organização da TNB Lisboa Triathlon Corporate Challenge, para dar meu contributo, na promoção de um evento que vão organizar no próximo dia 2 de Maio, no Parque das Nações em Lisboa. Trata-se de uma competição dentro da própria competição. Uma prova de triatlo destinada a empresas, constituida por 950m natação + 45km bike + 10.5km corrida.

É uma bela modalidade, que exige muito esforço e dedicação. Confesso que é demais para mim, mas quem sabe para vocês já não é assim. No papel tem tudo para ser muito interessante. Se querem saber mais detalhes é ver a info abaixo.


Desafio Corporate

O Lisboa Triathlon Corporate Challenge é uma prova “dentro da prova” e ao mesmo tempo uma prova separada. É um competição para empresas. Leve a sua empresa ao pódio!!
Sendo certo que o evento funcionará como uma plataforma multinível (e.g. montra para essas empresas, contactos que poderão fazer com outras entidades participantes, congregar equipas mistas com Clientes/Fornecedores, como pela própria exposição mediática do evento e alavancar o seu plano comunicacional) e sobretudo uma lufada de energia direcionada, boa disposição e afirmação do ego coletivo (e.g. equipas masculinas, mistas e femininas).
É nosso objetivo fazer do Lisboa Triathlon na versão Corporate Challenge o evento desportivo corporativo de referência em Portugal e o maior evento de triatlo corporate do mundo, contamos com o vosso empenho e apoio na participação e na partilha do sucesso de uma inovadora forma de juntar, Empresas, Equipas, e Pessoas que se esquecem do seu dia-a-dia para viverem um experiencia memorável de “atletas”.
Distâncias Corporate / Relay division: 950 m swim – 45 km bike – 10.5 km
Inscrição inclui:
  • Partida separada dedicada ao corporate
  • KIT ATLETA /FINISHER personalizado ao corporate: touca, dorsal, tatuagem com o número de dorsal, numeração para o equipamento personalizada – marcação com placa corporate personalizada no Parque de Transição, T-shirt, medalha corporate e de finisher, outros brindes de parceiros.
Extras do Corporate Challenge: caso a sua empresa queira patrocinar esta divisão, por favor contacte por email para: corporatechallengetriathlon@gmail.com
  • Staff dedicado ao corporate e à Tenda VIP / Corporate
  • Jantar e participação na entrega de prémios
  • Possibilidade de marketing directo e ações especificas com a divisão corporate
  • Outros do interesse da sua empresa
Ponha a sua empresa no pódio!

Mais info:
Site - http://www.lisboatriathlon.com/pt/?page_id=672
Facebook - https://www.facebook.com/lisboatriathloncorporate?ref=hl
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segunda-feira, 23 de março de 2015

A decisão que não queria tomar

Após semanas complicadas, comecei aos poucos a ganhar esperanças. A lesão no joelho parecia estar a melhorar, e há uma semana atrás consegui inclusivé melhorar meu record pessoal aos 10kms. Foram pelo menos duas semanas sem problemas no joelho, que me deram algum alento de que iria conseguir participar na Maratona da Corunha, daqui a menos de um mês.


Ontem essas esperanças chegaram ao fim. Era suposto fazer 30 kms a um ritmo confortável. Comecei bem, sem problemas de qualquer espécie. Mas depois aos 10 kms o joelho começou a doer. Ainda tive esperança que a dor não passasse de determinado nível. Tinha sido assim nas últimas semanas, e desde que mantivesse um ritmo confortável, a dor nunca passava a ser insuportável. O facto de não ficar coxo pós-treino há já algum tempo, também me dava algum alento nesse sentido. 
Mas desta vez não foi assim. Baixei o ritmo, tentei que a dor não piorasse, mas não consegui. A dor aumentou e voltei a passar por algo parecido com o que passei há umas semanas atrás. Correr uns metros, para ter que parar mais há frente..alongar.. e voltar de novo a correr mais uns metros.
Tentei lutar, e aguentar a dor, mas ela piorou. Decidi então não arriscar mais e parar de vez. Isto ao km 17 mais ou menos. Hoje, dia a seguir a essa corrida, ainda sinto alguma dôr/desconforto no joelho.

A decisão que se impunha..
Estava com um optimismo moderado. Acreditava secretamente que o pior da lesão tinha passado, e que o trabalho específico que tenho feito, estava a dar seus frutos. Mas com este revés, meu destino ficou selado. É impossível debelar esta lesão a tempo da Maratona, ainda para mais com a preparação em atraso. Vou ter mesmo que pôr de lado a minha participação na Maratona, parar e procurar um Ortopedista para tentar ver o que causa isto, e encontrar uma solução definitiva.

Isto implica ter que recorrer ao sistema nacional de saúde. E isso sabemos como funciona. Posso levar meses até chegar ao Ortopedista. Mas ir pela via privada, não está dentro das minhas possibilidades. Entretanto vou na mesma continuar com o trabalho específico que tenho feito, mas virar-me mais para o ciclismo/btt onde não tenho qualquer problema.

Quanto às corridas, vou parar mesmo umas semanas, enquanto espero pelas consultas/exames que terei que fazer.

Chato
Não sou de desistir fácil. É preciso bastante para que eu me renda às evidências. Foi o caso aqui. Tomar esta decisão não foi fácil. Imaginava-me a tentar aguentar até à última, ir para a Maratona e correr até onde conseguisse, mesmo com as dores. Mas as possibilidades de piorar ainda mais a lesão, para um nível que podia pôr em risco minha qualidade de vida, iam aumentar. E isso não vale a pena sinceramente.
Não sei se haverá para mim, mas outras Maratonas vão surgir pelo caminho. Agora tenho que levantar a cabeça e tentar saber exatamente o que tenho, e tentar resolver. Quem sabe meu problema está noutra zona da perna esquerda, e o joelho está a pagar a fatura por compensação. Será algo para ver com o Ortopedista que me calhar.

Desânimo
Estou obviamente desanimado. O esforço e sofrimento dos últimos meses de nada valeram. Mas estou de consciência tranquila. E estou também resignado com a situação. De nada vale lamentar-me agora. Há sempre alguém pior que eu. Custa ver fotos de Meias-Maratonas/Maratonas, com milhares de atletas a correr, e eu impossibilitado de o fazer. Custa ver pessoas a correr todos os dias sem problemas, enquanto eu estou impedido de o fazer. Mas as lesões estão sempre ao virar da esquina para qualquer desportista, e eu estou sujeito a elas como qualquer outro.
A vida continua... isso é que interessa.

O blog...
Não sei sinceramente se vale a pena continuar com o blog. O objetivo era documentar minha viagem até à Maratona, viagem essa que acaba de ser cancelada, ou pelo menos (assim o espero), adiada. Vou esperar uns dias e depois a decisão virá até mim certamente.

Obrigado a todos os que me deram força. 
Desejo-vos muita saúde e boas corridas.
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quarta-feira, 18 de março de 2015

Parte 11 - A melhorar

Ninguém corre mais rápido que o tempo. Ainda ontem tomei a decisão de participar numa Maratona, e hoje estou a apenas um mês dessa mesma Maratona. Neste momento estou com a preparação muito atrasada, e poucas perspetivas de conseguir ficar minimamente preparado a tempo. Por outro lado, a lesão no joelho está a melhorar aos poucos, pelo que a esperança não morreu de todo, embora continue por baixo. 
Com a memória ainda fresca do último treino da semana passada, qua não correu bem. Entrei nesta semana sem grandes expetativas, mas ainda disposto a não desistir.


O plano de treinos que delineei no início desta viagem, não tem sido seguido a 100% (longe disso na verdade) nas ultimas semanas . De vez em quanto pergunto-me se vale a pena continuar a usá-lo, quando não tenho conseguido concretizar os objetivos traçados. Pergunto-me se não é melhor adaptá-lo de modo a tentar recuperar algum do tempo e preparação perdida. A resposta a essa questão, irei dá-la na próxima semana. 


Análise...
No papel esta semana apresentava-se como acessível. Uma semana de recuperação, antes de entrar na fase mais importante e difícil, a fase IV. Onde é esperado que consiga fazer pelo menos 30kms num treino.

1º treino - 5km 06:00
Mais um treino de recuperação simples. Não senti qualquer problema, apesar de dois dias antes ter tido um treino de longa distância que não consegui concluir.

2º treino - 9km 05:34/05:01
Este treino era decisivo para decidir sobre minha participação numa prova. Nas últimas semanas senti uma notória perda de forma, falta de resistência, dores musculares, bmp altas e o joelho ainda a queixar-se, pelo que não estava com grandes esperanças. Decidi fazer o treino na estrada e consoante as sensações, iria então decidir se fazia a prova ou não.
As sensações não foram boas nem más. Ia a um ritmo confortável embora meio descrente. Não senti problemas no joelho ao ritmo a que ia. Nos últimos dois kms decidi puxar um pouco. Se o joelho se queixasse não ia à prova, se o joelho se portasse bem, ia à prova. Nas semanas anteriores sempre que puxava um pouco mais ou fazia distâncias maiores, o joelho começava a queixar-se. Desta vez não tive queixas de maior, pelo que decidi participar na prova.

3º treino - 13,50km 05:34/05:01
Era suposto ser o treino longo da semana. Acabou sendo a minha primeira corrida do ano. Participei na Corrida do Dia do Pai - 10kms, no Porto. Já fiz uma crónica relativamente à minha prestação, pelo que não vou repetir tudo. A minha ideia era apenas participar, sem pensar em tempos. 
Correu bem melhor do que eu esperava. Fui forçado a partir do grupo mais lento, mas como tive boas sensações nos primeiros kms, decidi puxar e ver até onde conseguia ir. Consegui melhorar minha marca pessoal aos 10km, em quase 18s. Estando agora em 00:42:18. 
Senti-me bem, melhor do que esperava. Quanto ao joelho, só se "queixou" na corrida pós prova, mas nada de mais.

E agora...
O que isto me mostrou é que o joelho continua a melhorar, mas não creio que consiga aguentar treinos mais longos, pelo que nas próximas semanas vou passar a fazer 2 treinos bi-diários por semana. A minha ideia aqui é conseguir fazer distâncias maiores por um lado, e tentar não sobrecarregar o joelho por outro. Espero com isto conseguir recuperar alguma da preparação necessária para participar numa prova de 42kms. Estou é para ver como vai reagir corpo e joelho a este esforço maior que lhes vou pedir.

Descer à terra
Lembro-me de no início do ano ter o objetivo secreto de não só fazer a Maratona, mas tentar fazê-la em menos de 4h. Dois meses e meio depois, ficarei muito satisfeito se conseguir participar e acabar. Não vejo mal em sermos ambiciosos, mas há que ser realista também. Fui forçado a descer à terra devido a uma lesão, mas nem me importo muito com isso. Espero conseguir participar, e espero mesmo conseguir chegar ao fim. É sinal que não desisti. É sinal que lutei. E isso para mim já seria uma vitória e daria mais sabor à coisa.

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segunda-feira, 16 de março de 2015

Corrida Dia do Pai - Crónica

Finalmente a primeira corrida do ano. Tinha a inscrição feita há mais de um mês, e só dois dias antes é que tomei a decisão de participar. As expetativas eram apenas, chegar ao fim sem problemas físicos.
A prova foi organizada pela RunPorto, e decorreu como habitualmente, perto do Parque da Cidade. Este ano o percurso sofreu ligeiras alterações, estando agora um pouco mais acessível na minha opinião. Só o facto de não termos que subir  Av. da Boavista quase até ao fim, ajudou a tornar a prova um pouco mais acessível.


O mal das tecnologias 
Sai de casa com tempo. Queria chegar cedo, levantar o dorsal, aquecer bem e correr. A aventura começou quando decidi pesquisar pelo que pensava ser o local de partida da prova, visto que a partida/chegada mudou este ano. Acontece que o GPS me levou para um local diferente, seguramente a uns 10kms da partida. Toca a vir para trás e tentar deixar o carro na zona que costumo deixar.
Cheguei lá quase a 40min do inicio da corrida. Centenas de pessoas a caminho, muito trânsito. Foi complicado arranjar estacionamento. Acabei fazendo o aquecimento do carro até ao local de partida. Por tontice minha, corri sem dorsal. Nesta prova a entrega de dorsal é feito até ao dia anterior à prova. Está mencionado no site da RunPorto, mas sinceramente nem considerei a possibilidade de não poder levantar o dorsal no dia da prova. Tentei falar com elementos da organização, mas foram todos intransigentes.  Fui obrigado a partir do fim do "poletão".
Pior fiquei no fim da prova, quando me impediram, mais outros colegas na mesma situação, de levantar o saco com as bebidas isotónicas e sobretudo a medalha de participação. Sou dos que tem gosto nessas coisas. Guardo as medalhas e dorsais de todas as provas que participei. E não apreciei a intransigência por parte da organização. Pergunto-me como querem que façam os atletas que vão participar nas provas da RunPorto, que são de longe. Que não tem possibilidade de levantar o dorsal previamente. Como esperam que esses atletas levantem o respetivo kit? Entendo que numa prova com milhares de participantes, queiram evitar entregar dorsais no dia da prova, pois certamente a prova não ia começar a horas. Mas devia haver maior sensibilidade para questões como esta. No fundo paguei para correr de borla.

Como foi a prova
Milhares de pessoas a participar, muitas famílias a participar na caminhada. Tempo perfeito. Tudo estava óptimo. Como partr atrasado, o inicio foi a confusão do costume. Tive sorte de o início  apanhar uma ligeira descida, que ajudou a minimizar o tempo perdido pela confusão inicial.
Primeiros três kms foram feitos entre 04:14 e 04:24, depois decidi acalmar um pouco, pois senti que tinha as bmps muito altas, e não estava a sentir-me totalmente confortável. Achei que ia rápido demais. Curiosamente mal as bmps estabilizaram, consegui estabilizar num ritmo muito aceitável.


A subida para a Av. da Boavista correu melhor do que esperava. Sempre tive  dificuldades com subidas, onde minhas bmps sobem mais que o normal. Não só tenho treinado pouco, como não faço treinos de rampas há meses, pelo que procurei ir com calma. No entanto, consegui não perder muito tempo na subida. Quando foi tempo de descer, deixei minhas bmps estabilizar e puxei forte nos últimos kms, fechando com 03:28. Não tenho muitas corridas de 10kms no curriculum é certo, mas foi sem duvida o meu melhor final de sempre.
Consegui aplicar a estratégia que comecei a praticar nos primeiros treinos de 2015. Não abusar no inicio e acabar forte.
Destaco as sapatilhas Adidas Supernova Glide 6. Gosto cada vez mais delas. Senti-me muito bem com elas, cada vez melhor.
Tempo final: 00:42:12
Recorde pessoal melhorado em cerca de 18s. Mais não podia pedir.



Esta prestação foi uma surpresa total para mim. As ultimas semanas tem sido complicadas, e não esperava de todo melhorar meu RP nesta distância. Sinceramente, queria só chegar ao fim sem dores.  Fica aquela sensação agridoce de ter partido atrasado. Talvez desse para baixar do minuto 42.
Quanto ao joelho. Portou-se bem. Embora não esteja 100%, aguentou bem o ritmo que imprimi. Apenas deu sinal de vida no pós-corrida. De resto, algumas dores na anca, mas essas aguento bem.

E então? Isto quer dizer que vou à Maratona?
Ainda não sei dizer. Esta corrida deu algum alento, mas não posso esquecer que nem 20 kms consegui fazer há uma semana atrás apenas. Não posso esquecer a lesão que ainda não está 100% debelada. E por fim não posso esquecer que tenho treinado muito pouco.
A pouco mais de um mês da Maratona, o cenário não está nada famoso. Vou tentar aumentar o volume de treino substancialmente, fazendo 4 treinos semanais, com pelo menos 2 bi-diários. Não sei é como vai reagir o corpo e o joelho.
Se até final do mês não conseguir fazer 30kms dentro de um ritmo aceitável, e sem os problemas que tenho tido, acho que posso esquecer a Maratona mesmo.
Dedos cruzados :)
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quarta-feira, 11 de março de 2015

Parte 10 - A luta continua

Após uma semana relativamente calma no que toca às corridas, tentei não pôr muito peso no facto de esta semana de treinos ser decisiva. No que toca à minha participação (ou não) na Maratona em Abril próximo. Os poucos kms que tenho feito, levaram a uma perda acentuada de forma. Isso, aliado a um joelho que embora melhor, ainda está longe de estar a 100%, fazem-me recear por essa mesma participação.


O tempo está a melhorar. A Primavera finalmente chegou e os dias não só começam a ficar maiores, como muito mais agradáveis. Aquele céu azul, a brisa agradável, são excelentes incentivos para correr. Sabe mesmo bem. Infelizmente não estou em condição de correr tanto como gostaria, e sobretudo estou sem aquela motivação que deveria/gostaria de ter. Estas últimas semanas têm sido difíceis. Tenho feito muito trabalho de ginásio para tentar resolver o problema do joelho, o que tem levado a um cansaço maior. O fato de não estar a sentir grandes melhorias, aliado à perda de forma, estão a contribuir para esta diminuição da motivação.


Análise...
Esta semana era exatamente igual à Semana 7. Com um treino de recuperação, um rápido e um treino longo rápido/confortável. Se estão recordados, foi no treino rápido/confortável que passei mesmo mal. A partir de determinada altura, corria 200m e tinha que parar para alongar e depois voltar a correr mais 200m, antes de parar de novo. Foi muito mau e fez muita mossa confesso.
Tenho trabalhdo duro no ginásio. Sinto algumas melhorias, sobretudo ao nível de "rigidez" nas pernas. Eu explico o que quero dizer com isso. Quando começo a correr sinto as pernas mais sólidas, mais "rijas". E quiçá um pouco mais musculadas. 

1º treino - 5km 06:00
Mais um treino de recuperação simples. Até aqui sinto que perdi forma. Sinto que estou a trabalhar a bmps mais altas que antes da lesão, e que mesmo a um ritmo baixo o esforço é maior. Unica coisa boa do treino é a tal sensação das pernas mais rígidas.
2º treino - 13,5km 04:51/04:41 
Neste treino, regressei à estrada. Quase duas semanas após a última vez, no tal treino que me correu muito mal. Este treino foi num dia de Primavera perfeito. Céu completamente azul, temperatura agradável. Os primeiros kms souberam super bem. Aquelas sensações ótimas que qualquer corredor conhece. Senti-me bem, livre, tranquilo! 
Não tentei sequer ir ao ritmo estipulado para a sessão. A forma não está lá, e não estou com disponibilidade mental para fazer aquele esforço extra. Tenho na cabeça a lesão, pelo que não tento mesmo forçar. Quando faltavam cerca de 2 kms para acabar, tentei forçar um pouco o ritmo. Mas o joelho começou a dar sinal de vida, pelo que abrandei e deixei-me ir ao ritmo que estava anteriormente. Com warm-up e cool-down fiz quase 17 kms em menos de 01:30:00. Não estou mesmo em forma :)

3º treino - 9km 04:41/04:25 + 13,50km 05:35/05:02
Consegui não pensar muito neste treino nos dias que o antecederam. Sabia que ia ser complicado. Não achava que ia conseguir fazer tudo o que era estipulado. Tanto a distância como o ritmo. E assim foi. Os primeiros 9kms andei sempre perto dos 05:00, com sensações "mais ou menos" eu diria. As bmps mais altas que o normal, dificuldade em aumentar o ritmo, mas aquela solidez extra nas pernas. Tinha consciência que não deveria forçar. Que o importante era cumprir a distância, esquecendo os ritmos.
Após os 9kms entrei na segunda parte do treino. Infelizmente fiquei sem bateria no GPS, mais ao menos ao primeiro km dos 13.50 kms previstos, pelo que os 18kms que tenho na tabela são uma estimativa. Esta segunda parte correu mal. Senti dores musculares em todo o lado. Não foi agradável. Não só senti isso, como tive más sensações mesmo a um ritmo mais baixo. Não me sentia leve, solto. Sentia-me pesado, fatigado. E com os kms o joelho começou a queixar-se. Nunca foi tão mau como há duas semanas, mas senti-me a perder rendimento com os kms, e o joelho a queixar-se mais e mais. Confesso que quebrei psicologicamente e decidi parar. Apesar de não serem problemas tão maus como foi duas semanas antes, optei por não arriscar e não me deixar ir até ao ponto em que ficava coxo de novo.
Parei a corrida, fiz gelo, almocei e passei a tarde com queixas nos glúteos e algum desconforto no joelho. 

E agora?
Já não fico coxo até ao dia seguinte, o que para mim é um sinal positivo, sinal de melhoria. Mas ainda não está a 100%. Terei que ser mais paciente. O que preocupa é que a Maratona está a pouco mais de um mês de distância. Nem consigo fazer 21kms a 05:00, quanto mais 42kms. Se fosse amanhã, não ia conseguir chegar ao fim certamente.
Por um lado tenho o joelho. Embora melhor, claramente ainda não consegue aguentar grandes distâncias, sobretudo a ritmos abaixo dos 05:00. Por outro lado, não estou em forma. Mentalmente e fisicamente.

Colegas de treino já me disseram mais que uma vez para esquecer esta Maratona, fazer o que estou a fazer sem pressões, e dar tempo ao tempo. Haverá outras Maratonas. Têm toda a razão! Decidi esperar até ao final do mês. Se as coisas não melhorarem o suficiente, terei que me render às evidências, e adiar a minha primeira Maratona. Realmente haverá outras mais à frente para fazer.

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sexta-feira, 6 de março de 2015

Review Adidas Supernova Glide 6 Boost

Hoje, não só acordei com vontade de correr para aproveitar este tempo maravilhoso, mas também com vontade de escrever. Demorei 5s a decidir sobre o que ia escrever. "Vou fazer a minha primeira review a umas sapatilhas". Após o unboxing, deixei passar umas semanas, infelizmente pouco ativas no que toca a treinos/corridas, e agora, com quase 100kms feitos, já posso dar minha impressão inicial.


Tenho receio que não saia uma review interessante. Por um lado será a primeira, e por outro, não só tenho corrido pouco. Como quando corro, foco-me sobretudo na lesão que tenho no joelho esquerdo, pelo que não tenho prestado tanta atenção às sensações que as sapatilhas transmitem.

As sapatilhas Adidas sempre foram caras. Deve ter sido há mais de 15 anos que comprei meu ultimo par. E comparando com a concorrência direta, as Adidas são por norma mais caras. Ao serem mais caras, têm forçosamente que ser melhores. E por isso nós temos que ser mais exigentes a meu ver.

Sendo a 6ª geração, as Supernova Boost Glide 6 M (que nome grande) representam um passo em frente ao nível da tecnologia empregue, face às antecessoras. O nome Glide indicia isso mesmo. Pela primeira vez, passa a incorporar a tecnologia Boost. Não fazia ideia do que era isto da tecnologia Boost, pelo que pesquisei um pouco.

Caraterísticas
A tecnologia Boost promete muito. Impulsão, resistência às temperaturas e uma grande durabilidade. Além disso, oferece estabilidade, amortecimento, reatividade e leveza.  Supostamente oferece um maior conforto na passada, e um amortecimento que não só permite um maior conforto na passada, como proporciona um maior retorno de energia após o impacto. Energia essa que nos ajuda na passada seguinte. 
Por norma após cada treino/corrida, devemos deixar as sapatilhas repousar umas horas antes de usar de novo. Isso permite que tudo volte ao seu lugar. Com a tecnologia Boost isso não é necessário. Tudo volta ao seu lugar quase instantaneamente. E melhor ainda, não perde as caraterísticas de amortecimento tão rápido como outras. A Adidas garante que permanecem iguais durante o período de utilização das sapatilhas.

Não vou estar aqui a dar detalhes mais técnicos sobre a tecnologia Boost. Não percebo nada disso, e iria estar apenas a transcrever informação extraída de outros sites. Mas vou deixar esta foto que achei interessantíssima. Existe muita tecnologia empregue nestas sapatilhas. Muito mais do que nós imaginámos.


Sola
A sola é uma das características mais interessantes destas sapatilhas. Foi desenvolvida pela Continental e garante uma aderência enorme em qualquer circunstância, e com uma durabilidade superior. 
No que toca à aderência, tendo corrido sempre em estrada/passadeira, pelo que não consigo falar muito sobre a aderência. Do que vi até agora, nada a apontar. Parecem novas!
Quanto à durabilidade. Com perto de 100km efetuados, não dá para auferir muito também, mas a ser verdade o que a Adidas diz, até ai estamos bem servidos. 
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Minhas impressões...
Para começar acho-as lindas. Tem um design aparentemente simples, mas onde tudo encaixa bem. Estão cheias de detalhes deliciosos. Uma enorme qualidade de construção. Tenho o problema de "comer muito com os olhos" nestas coisas, mas a verdade é que acho-as mesmo lindas. 
Outra coisa que achei engraçado é a parte branca acima da sola. Aquilo parece mesmo esferovite. Dá-lhe um aspeto mais frágil. Fragilidade quem em momento algum senti na realidade. Temo que com o uso esta parte vá ficando escura/suja, mas isso é uma consequência própria de qualquer sapatilha de cor branca.

Antes de as comprar tive o cuidado de as experimentar na loja, e desde o primeiro instante adorei o feeling. Tudo encaixa na perfeição, e mesmo a caminhar sente-se e bem o amortecimento que tem. São muito confortáveis. Apesar de serem neutras, achei-as rijas qb mesmo nas laterais, o pé encaixa muito bem.

Como é a correr...
Visto que as comprei praticamente ao mesmo tempo das Nike Lunar Glide 6, tenho alternado entre uma e outra, o que ajuda a realçar qualquer diferença que possa haver, pois tenho bem presente as sensações que tenho com o outro par. 
As Nike Lunar Glide 6 ainda não consigo gostar tanto, como gostava das Nike Lunar Glide 4. Dizem que o amortecimento melhora com os kms, mas para já estou a gostar mais das Adidas. Desde o primeiro instante senti um enorme conforto, um amortecimento maior, sem necessidade de ajustar o quer que seja.
Quando à questão da reutilização da energia causada após cada passada, nos impulsionar para a frente. Não sei se por falta de sensibilidade minha, ou por não ter corrido a um ritmo alto., não senti nada de especial nesse capítulo. Achei o amortecimento muito similar ao que tinha com as Nike Lunar Glide 4. Diferente, mas muito parecido. 

Senti uma rigidez extra na zona do calcanhar, mas uma rigidez que não me causou qualquer problema. Apenas sinto que a sapatilha não "cede" após cada passada. Sente-se que fica onde está, mas conseguindo absorver todo o impacto. Tenho tido problemas com o joelho, mas no que toca ao pé em si, não tive qualquer queixa para já.

Tenho pena de não ter feito uma corrida de 20kms ou mais, a um ritmo alto. Se tivesse, podia ver como se portavam em distâncias maiores. Mas tudo aponta para que seja uma sapatilha realmente capaz de servir tanto em distâncias curtas como em distâncias longas. Tentar ser bom em tudo é mais difícil que ser bom apenas num aspeto em particular. Mas estas Adidas, são bem capazes de ser uma exceção a essa regra.

Conclusão
Antes de as comprar e experimentar, se tivesse que escolher entre as Nike e as Adidas, escolheria as Nike. Mas se fosse agora, iria para as Adidas sem duvida. Sempre que quero fazer um treino mais longo, pego nas Adidas. Não sei como será quando tiver mais 100kms feitos em cada uma delas, mas para já, minha preferência vai toda para as Adidas.

Se conseguir recuperar da lesão, e voltar a um regime normal de treinos/corridas, conto fazer nova review, só para confirmar o que não pude agora.
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terça-feira, 3 de março de 2015

Parte 9 - Semana soft


Entrei nesta semana meio "muita coisa".. Eu explico melhor. Meio cansado.. meio desanimado.. meio desmotivado.. meio descrente.. e por ai fora. Após a desilusão que foi constatar que meu joelho não melhorou em nada, a Maratona da Corunha em Abril próximo, passou a ser sobretudo uma miragem. Por um lado estou com a preparação muito atrasada, e pior, solução para o joelho continua por encontrar.

Não escolhi esta foto por acaso. Custa o que sofro quando o joelho começa a queixar-se, mas custa ainda mais ter que parar. Não poder treinar como quero. Ter este limitação que me está a impedir de trabalhar para atingir meu próximo objetivo. Como eu deve haver milhares de atletas com o mesmo sentimento.
Às vezes tenho certo receio de escrever estas coisas, pois não quero mesmo passar a imagem de ser um lamechas. Minha ideia não é de todo essa. Quero apenas partilhar o que penso e o que sinto. O objetivo deste blog é mesmo esse. Sem máscaras! Apenas a verdade.

Análise...
Esta semana deveria ser relativamente calma em relação à anterior. Se tivesse feito tudo o que tinha planeado na semana anterior, minhas pernas teriam que estar queixosas.
O primeiro dia da semana foi difícil. Ainda meio coxo do joelho, mas ainda mais queixoso da anca. Nunca tive queixas na anca. Pergunto-me se não foi derivado do treino no dia anterior. Talvez inconscientemente, ao tentar contornar o problema do joelho, tentei compensar.. alterar a passada para proteger o joelho.. e com acabar afetando a anca. Mas isto sou eu a supor, não sei se é essa a razão. Apenas sei que foi na mesma perna do joelho afetado.

1º treino - 5km 06:00
Treino de recuperação simples. Mesmo num treino curto e fácil, tive algumas sensações do joelho lesionado. Por norma dois dias depois já não sinto nada no joelho, pelo menos a andar. Neste pequeno treino de recuperação, "senti a presença" da lesão. "Eh pá.. que dramático!!" Por vezes gosto de rir de mim mesmo :)

2º treino - 13,5km 04:51/04:41 
Sim.. não leram mal.. fiz mesmo pouco mais de 1km apenas. Este era o treino rápido da semana e era suposto tê-lo feito em pouco mais de 1h. Mas acabei desistindo logo no ínicio. Foi um daqueles dias em que não apetece fazer mesmo nada. Correndo o risco de me repetir, as ultimas semanas foram  de muito trabalho na empresa. Um projeto enorme que tive o Dia D precisamente neste dia, em que deveria fazer este treino. Fui para o ginásio exausto. Mentalmente e fisicamente. E isso, aliado à desmotivação que sentia, levou-me a não acabar o treino de ginásio que tinha previsto fazer.. levou-me a desitir logo no inicio da corrida.. e levou-me direto para o duche. Não tinha mesmo força de vontade para o quer que seja. O facto de no treino anterior, ter o joelho a dar avisos, mesmo numa distancia curta, ajudou a que desistisse tão facilmente. Naquele momento fui pessimista. Achei que nem os 13,5kms ia conseguir fazer, sem queixas no joelho. Há dias assim.

3º treino - 13,5km 05:34/05:01
Ultimo treino da semana, mesma distância que o anterior, mas a um ritmo mais confortável. Fui para este treino, com a consciência meio pesada por ter falhado o treino anterior. Pelo que ia mais mentalizado para fazer a distância estipulada, desse por onde desse.

Antes deste treino comprei uma joelheira. Ninguém me recemendou usá-la. Foi apenas mais uma tentativa de conseguir minimizar os problemas que tenho no joelho. Por norma as joelheiras são para atletas que vêem de lesões, ou de quem tem problemas nos ligamentos. Eu não tendo problemas nos ligamentos ou menisco, não fazia ideia se isto ia ajudar ou nada. Mas como não tinha nada a perder e era barato, decidi comprar.
Senti na mesma alguma falta de ritmo, notei que minhas bmps estavam um pouco mais altas que umas semanas antes, mas consegui fazer o treino todo. Quanto ao joelho. Começou a dar sinal de vida nos ultimos 2 kms, mas onde senti mais dor foi mesmo na anca, mas nada do outro mundo. Consegui acabar o treino sem ficar coxo. Por norma seria uma boa notícia, mas como fiz o treino numa passadeira, não vou fazer grande caso disso. Será na estrada que irei constatar se com a joelheira e mais uns treinos específicios para as pernas, a coisa melhorou ou não. Não estou com grandes esperanças é certo, mas de consciência tranquila. Não conta para o totobola eu sei, mas é o que sinto de momento.
No final desta semana terei para fazer de novo, o mesmo treino que me fez passar muito mal na Semana 7. Constituido por 9kms rápidos + 13.5kms confortável. Não estou com grandes expetativas para o desfecho deste treino, mas um pouco curioso para ver se esse desfecho será igual ou pior ao anterior.

PS: Já fiz referência na minha página facebook, e faço aqui outra vez. Um dos blogs que sigo, é o Quarenta e Dois. E o que vou referenciar aqui, é a crónica do Filipe, sobre o maior desafio que ele fez até hoje. Um ultra trail de 111kms. Vale a pena ver a crónica.

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