terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O que é feito de mim

Após quase um ano de ausência deste blog, hoje apeteceu-me escrever um pouco e dar a saber o que tenho feito este tempo todo. Esta vontade de escrever veio após efetuar uma pesquisa na Google para umas sapatilhas novas, pesquisa essa que sem me aperceber, trouxe-me ao meu blog, e a uma review feita por mim.
Foi engraçado constatar/relembrar que realmente não tenho grandes dotes de escrita, mas pronto faz-se o que se pode.


Então o que é feito de mim

Não me recordo se cheguei a mencionar, mas a minha preparação para a Maratona de Madrid, realizada em Abril de 2017 não foi nada fácil. Tive más sensações ao longo dos treinos, não consegui completar um dos treinos longos, e a semana que antecedeu a prova foi complicado. Tudo isso refletiu-se na prova, com uma grande quebra ao km 25. Mas essas não foram todas as dificuldades que passei, pois estive vários meses com estas queixas:

- contraturas numa zona em particular das costas
- formigueiro na mão direita
- dor no antebraço
- dores nas costas (mesma zona onde tinha as contraturas)

De Janeiro a Abril em particular, fiz várias massagens, mas as contraturas pura e simplesmente não desapareciam, as dores nas costas eram uma coisa diária, assim como o formigueiro e dor no antebraço.
Pouco depois da Maratona, tentei descobrir o que tinha, e após efetuar uma ressonância magnética, a resposta veio:


Foi esta Hérnia que me causou todas os problemas que descrevi acima.
Dizer que foi desagradável descobrir isto, é pouco. Na altura fui a um fisiatra e a um ortopedista, e ambos recomendaram a mesma coisa, parar com as corridas, para evitar ter que ir à faca. O desanimo instalou-se e perdi vontade de alimentar o blog.

Durante 3 meses, fiz cerca de 30 a 40 sessões de fisioterapia, para tentar melhorar e debelar as queixas. Sinceramente, cheguei a ficar convencido que nunca mais ia deixar de ter estas queixas, que nunca mais ia conseguir passar um dia inteiro sem dores, formigueiros, etc. 
Em retrospetiva, alguns destes sintomas começaram a manifestar-se em 2016 ou até 2015, mas mesmo sendo um atleta amador, consigo suportar até um certo nível de dor/problemas que o normal, e isso leva a situações como esta.
Felizmente após muito tratamento, as queixas desapareceram.

Em busca de um SIM, vais voltar a correr

Durante largos meses, limitei-me a uma a duas corridas semanais curtas , sem preocupações com nada. E na busca de um especialista que me desse esperanças de poder continuar a correr, fui parar a um fisioterapeuta/ortopedista especialista em atletas de alta competição, que felizmente me deu esperanças de poder voltar a correr, embora com necessidade de fazer bastante trabalho prévvio até poder voltar. 
Pois bem, esse trabalho ainda hoje está a ser feito, sendo que a minha rotina semanal de ginásio, teve que sofrer algumas alterações. Desde meados de Julho/Agosto de 2016 que faço sessões de (e peço desculpa por não saber o nome exato) terapia especificas, para aumentar minha flexibilidade e mobilidade, enquanto no ginásio todas as semanas faço aulas de Pilates e Body Balance.
Algures em Outubro/Novembro, recebi luz verde para voltar a correr mais a sério, embora sem entrar em loucuras. Seja como for, foi uma boa notícia após tanto tempo parado.

Estamos agora em Fevereiro de 2018, e as visitas quase mensais à fisioterapia vão manter-se (quase certamente) para sempre, assim como as aulas de pilates e afins. Estou a correr 2 a 3 vezes por semana, e a participar em algumas provas, mas sem intenções de voltar ao ritmo de outrora, nem com records pessoais ou distâncias acima dos 20/25 kms.

Para já, por norma continuo sem as queixas que tinha há um ano atrás, mas tenho que manter a disciplina e o focos. Se passar duas semanas sem fazer pilates, sinto logo a diferença. Nunca tive grande elasticidade e flexibilidade, pelo que o pilates ajuda-me imenso nisso. Posso mesmo dizer que faz mais por mim do que uma massagem, e recomendo vivamente a qualquer atleta. Saímos de lá leves, com as costas e pescoço livres, o que me ajuda, pois tenho que procurar aliviar o pescoço de qualquer tensão, e reforçar ao máximo a massa muscular em redor.

A parte da hérnia, há boas expetativas de a manter sob controle, já a parte que está a degenerar, essa é mais preocupante e aparentemente nada há a fazer. Estou a trabalhar para adiar ao máximo a necessidade de ter que operar, mas também para poder manter a corrida como parte das minhas atividades desportivas, embora esteja ciente que algures no tempo provavelmente terei que ir à faca.

Próximos tempos

O objetivo é gozar mais a vida e as corridas, e não entrar em loucuras. Estive cerca de 7 meses sem correr a sério e isso é muito tempo. Perdi massa muscular, ganhei massa gorda, os tendões ficaram mais fracos e menos resistentes. E voltar a restituir o core que já tinha, não é uma coisa fácil, pelo que como disse não pretendo meter-me em grandes aventuras, apenas participar em trails inferiores a 20 kms, e ver como o corpo se sente, sobretudo quando entrarmos na fase de Março - Julho, onde há mais provas, e ir vendo o que o corpo me transmite.
E pronto está feito o estado da nação. Boas corridas

Comente com o Facebook: