quinta-feira, 9 de julho de 2015

Cirurgia feita

Olá meus amigos,
Faz hoje um dia que fiz a minha cirurgia. E agora que estou em casa e já mais desperto, já posso partilhar o antes e depois da cirurgia. Aprendi algumasumas coisas que espero nunca terem que recorrer.

Como foi antes cirurgia
Posso dizer que foi normal. Muito trabalho na empresa, muitas coisas para fazer e noites mal dormidas. Não por ansiedade, mas apenas porque me deitei tarde, o que como depois da cirurgia constatei, pode ter sido um erro. Mas já lá iremos. 
Na noite anterior despedi-me com um grande gelado. Agora sei que foi mais um erro, devia ter optado por uma refeição normal.
 
Dia da cirurgia era suposto estar lá às 8:00, para entrar às 8.30. Fui chamado por volta das 8:30 mais ou menos. Mandaram-me para uma sala para trocar de roupa. Aproveitei para tirar duas fotos para a posteridade.
Tão cedo não terás este belo aspeto :)

Fui para a sala de espera onde estive cerca de 3h. Sim 3h, numa sala pequena, sem TV, revistas ou qualquer outra fonte de distração. Depois lá me chamaram. A sala de operações era moderna, limpa, mas a impor algum respeito. Dois minutos com conversa de circunstância com o staff e a ansiedade a aumentar.
O médico pediu para me colocar de pé em cima de um banco, para marcar o local onde iria operar. E foi aí que apanhei meu primeiro susto. Enquanto me marcava a perna, deu-me uma fraqueza enorme. Senti tonturas, a temperatura do corpo subiu, comecei logo a suar. Avisei-os disso, e mandaram-me de imediato deitar. Não sei que se passou, mas acredito ter sido por estar em jejum há mais de 15h (não devia ter comido o gelado). Cheguei a perguntar-me se seriam nervos, mas sinceramente acho que não. 
Colaram-me umas cenas no peito, e meteram-me a máscara. Avisaram que ia sentir um friozinho. Segundos depois já tinha aterrado, pois fiz a cirurgia com anestesia geral.

Depois da cirurgia. Que tal?
Acordei na área de recobro, e segundo me disseram estive mais de uma hora a dormir, antes de acordar. Acordei com uma moca monumental, deve ser o mais próximo que estive a estar ganzado. Era uma sensação esquisita. Sentia-me fraco, zonzo e com muito sono, mas sem conseguir adormecer.
Era suposto ter alta no mesmo dia, pelo que mandara-me levantar e sentar numa cadeira, e dar umas voltas pela sala, para tentar acordar. Foram horas terríveis. Sempre que tentava caminhar sentia tonturas, e era obrigado a sentar. E como tinha que ter a perna ao alto, por ter a cabeça inclinada para trás, aumentava-me o sono. O mal é que não conseguia dormir, tinha que me esforçar por manter acordado. Imaginem-se com a maior moca de sono da vossa vida. Vosso corpo a reclamar por sono, e não conseguirem adormecer, foi isso que aconteceu.

Várias vezes ouvi dizer que estava branco como a cal, e rapidamente constatei que reagi mal à anestesia. Tinha lá mais pacientes a recuperar como eu. Todas elas a reagir/lidar melhor com aquilo que eu. Claramente as noites mal dormidas, ajudaram nisto. O corpo pedia, reclamava por muitas horas de sono.
Ao final da tarde ficou óbvio que não ia para casa nesse dia, pelo que mandaram-me de novo para a cama, onde finalmente dormi, dormi pelo menos duas horas. Acordava e dormia, fiz isso várias vezes.
Estava preocupado com família e amigos que contavam que tivesse alta nesse mesmo dia. Não tinha o telemóvel comigo, pelo que não os podia avisar. Felizmente tive uma bela surpresa, fui acordado pela minha mãe por volta das 20:00. Dá sempre ânimo sermos recebidos pela família. Esteve comigo meia hora, e fiquei mais descansado, pois assim pude avisar algumas pessoas, para não ficarem preocupadas.
Estava com receio de não dormir durante a noite. Por norma se durmo de tarde, custa-me imenso adormecer à noite, mas não foi o caso. Adormeci e acordei certamente mais de 10 vezes durante a noite. Tive o cuidado de pedir sempre de comer e beber (geralmente leite com cevada e umas bolachas com açúcar), pois sei que é importante alimentarmo-nos.
Durante a noite, após cada ida à casa de banho acompanhada pela enfermeira, ia sentindo-me melhor.

De manhã a enfermeira mandou-me para a cadeira de novo, e de novo deu para ficar preocupado. Na primeira volta que dei, voltei a sentir tonturas. Da segunda vez, experimentei baixar um pouco a cabeça, e isso parece ter resultado, pois deixei de sentir as tonturas. Fiquei satisfeito por isso, iria para a casa pouco depois.

Um a um, os colegas (uma palavra extraida das corridas) que passaram comigo a noite iam tendo alta, e por fim chegou a minha vez. Tempo de ouvir as recomendações da enfermeira e ir para casa.

De momento a minha perna está assim.
 


A operação foi constituída por duas coisas. Uma safenectomia interna e fleboextrações. Basicamente tiraram-me uma veia importante (infelizmente), a safena, e algumas mais pequenas que já não estavam a fazer nada. Levei pontos na zona da virilha (por onde saiu a veia), o resto foi tudo abaixo do joelho.

Recuperação
Varia muito de pessoa para pessoa, mas começa por um a dois dias de repouso absoluto, e depois descanso, intercalado com caminhadas. Como está muito calor, talvez só possa caminhar inicio e final do dia.
Tenho que esperar 4 dias até ir ao Centro de Saúde mudar os pensos. Até lá tenho que usar a meia dia e noite. Depois disso a meia é para usar apenas durante o dia, até passar um mês. Já os pontos são para retirar dia 15.
De resto não posso apanhar sol na perna (não haverá praia para mim este ano infelizmente) enquanto tiver as lesões na perna. Terei que passar todos os dias pomadas para ajudar na cicatrização. No que toca a exercícios, falam em pelo menos um mês parado, e depois exercicios ligeiros (ainda terei que ver o que posso fazer com este calor). Exercicios normais só a partir do segundo mês. Mas como disse, isto varia de pessoa para pessoa.

E pronto, aqui está feito o report. Dia 29 Julho tenho consulta de ortopedia, para marcar a ressonância magnética. Espero que não se confirme o pior cenário com uma possível lesão no menisco, pois caso seja assim, nova operação me espera. 
Entretanto vou-vos mantendo atualizados, à medida que for melhorando.

Obrigado a todos pelo vosso apoio.  
Leia Mais ››

terça-feira, 30 de junho de 2015

Cirurgia à porta

Olá  meus amigos,

Passaram apenas uns dias desde que soube que teria que ser operado à perna esquerda, para tentar melhorar um problema que foi detectado recentemente, e prevenir outros mais graves no futuro, sabendo que isto não terá solução definitiva, e que mais dia menos dia terei que fazer o mesmo na outra perna.

Como sabem fiz alguns exames, que revelaram alguns problemas:
  1. Pronação avançada no pé esquerdo e moderada no pé direito
  2. Rótulos de ambos os joelhos um pouco fora do seu sítio natural
  3. O TAC revelou uma laceração do menisco interno
  4. O doppler test revelou problemas de circulação na perna esquerda, avançados para a minha idade.
Após saber o que tinha, tive que esperar até agora. Tive que esperar pela minha vez no SNS, para fazer as consultas de cirurgia vascular (semana passada) e ortopedia (esta será no mesmo dia da cirurgia.

No que toca à ortopedia e após consultar um especialista, já sabia que necessito fazer uma ressonância magnética, para confirmar uma de duas coisas. O que o TAC revelou ou o que o médico suspeita. 
A primeira hipótese requer cirurgia. A segunda, embora sem solução definitiva, talvez se componha com fisioterapia e trabalho especifico de reforço muscular e flexibilidade. 

No que toca à cirurgia que me espera. Não sei todos os detalhes ainda, mas como é normal nestas coisas, pesquisei um pouco e aprendi algumas coisas. Sei que a cirurgia tradicional é o típico ir à faca, e sei que a tecnologia mais recente envolve laser. Naturalmente esta última é melhor em tudo. Mais segura, menos agressiva, menos tempo recuperação, etc. Ainda não sei qual delas irei fazer. Torço para que seja a laser, mas temo que vá ser à moda antiga.

Desde que soube o que me espera tenho feito alguns exames de preparação para a cirurgia. Esta semana irei fazer o último exame, de anestesia. Conto aí saber mais detalhes sobre a operação em si. 

Se for à moda a antiga que me espera?
Quando topei fazer a cirurgia em pleno Verão, claramente não contava com a realidade do que será meu pós - operatório. Dois dias de cama, sempre com as meias de compressão. Primeiros 30 dias sem atividades física,  e daí até  aos 60 dias exercício moderado. Só a partir daí posso voltar ao meu normal. Praia e boa vida isso só para 2016.
Naturalmente isto varia de pessoa para pessoa, e da extensão da cirurgia.

Preocupa-me algo que veio nos resultados doexame que fiz, na veia safena, que aparenta estar afectada. Não parece ser uma veia normal como as outras, pelo que pode ser mais complicado que o normal. 
O médico garantiu que ia ficar a 100%, e eu perguntei-me "como é que ele diz isso se me vai tirar peças que tinham sua função no corpo???" Obviamente a cirurgia é para prevenir problemas mais graves no futuro. Por outro lado deverá ajudar-me, pois as veias a retirar vão deixar de causar problemas (falam em fadiga, comichão, inchaço, etc. Desses todos queixo-me há muito anos de pernas cansadas de longe a longe e muita tensão muscular).
Isto cá dentro é como uma rede grande. O corpo deteta que aquela estrada não existe mais, pelo que limita-se a mandar o sangue por outras estradas.

Custa um pouco saber que é um problema sem cura, em que o máximo que se pode fazer é atacá-lopara minimizar os danos que causa, prevenir complicações, e seguir as recomendações do médico. Gostaria que isto não me limitasse em nada no que toca a desporto.

Como me sinto
Uma mescla de coisas. Calmo, resignado, expectante, chateado por perder o Verão, chateado por não poder treinar, preocupado e ansioso que chegue a operação e trate logo disto.

Tem sido uns meses sem sal. Treino alguma coisa quase todos os dias, mas sem grande motivação ou intensidade. Não tenho dado muita atenção às minhas bicicletas, o que é estranho, pois há um ano atrás treinava 3 vezes por semana com bicicleta e três vezes corrida, todas as semanas, sem falhar ou vacilar. Porque é assim não sei. Talvez algo a ver com a falta de objectivos. 

Esta semana vou correr/pedalar todos os dias (agora não te falta motivação não é menino?). Depois irei ter umas semanas bem longas até poder voltar a praticar algum desporto, pelo que há que aproveitar.

Como vou estar parado, vou ter que arranjar algo com que me entreter, pelo que vou postando coisas sobre a operação e o pós-operatório. Não é o que gostaria de escrever, mas pronto, lá terá que ser.
Leia Mais ››

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Sempre vou à faca

Já não escrevia nada neste blog quase há 2 meses. Esperei pacientemente pelas consultas no hospital, pelo que não havia muito a falar. Reduzi drasticamente minhas corridas, para uma média de uma por semana, ou nem isso. Semana passada foi um excepção, pois acabei participando numa prova, que falarei noutro artigo.

Vou ser operado a quê?
Hoje foi dia de consulta de Cirurgia Vascular no Hospital, para ver os problemas que o Doppler Test revelou, ao nível de circulação. Tenho varizes internas, que levam a problemas de circulação. Segundo o médico tenho aqui um problema avançado para aquilo que é de esperar numa pessoa com a minha idade. Com a idade irá piorar, podendo originar tromboses. Não hesitou na recomendação! "vai ter que ir à faca". E eu (que remédio) aceitei claro.

Vou agora fazer alguns exames de preparação para a cirurgia, para depois fazer a marcação da cirurgia em si. Tentarei arranjar cunha para ter a cirurgia o quanto antes.

Que me espera?
Sinceramente, fiquei meio parvo com a coisa, pelo que não perguntei muito. Se correr bem, irei para casa dia seguinte, o pior será o que vem a seguir. Não sei ainda se será uma cirurgia por laser, ou à moda antiga (o clássico corta/cose). Espero que seja a laser, pois facilita a recuperação. Não sei se me espera fisioterapia ou não, mas acredito que vá ser uma recuperação chata. 
De qualquer modo terei tempo para saber mais detalhes do que me espera nas próximas semanas/meses.

Depois ainda tenho a consulta ortopedia por fazer (daqui a 2 semanas mais ou menos). Claramente tenho pelo menos dois problemas. Só espero que o outro não peça cirurgia também.

E pronto, aqui vai a novidade do dia da minha parte. Vamos ver como vai correr.

Aquele abraço :)
Leia Mais ››

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Plano de treinos Maratona - 8 semanas

Já o disse várias vezes, e volto a dizer. Gosto muito do site A Minha Corrida. Criam artigos a uma velocidade vertiginosa, e todos de grande utilidade. Este em particular, gostei tanto que decidi dar meu pequeno contributo, e torná-lo mais acessível, ou se quiserem, peguei nele e adaptei para algo que faça sentido para mim. Naturalmente pode não servir a vocês, mas espero que a base seja suficientemente boa para vocês colocarem à vossa maneira.


O que vão ler a seguir, não é mais do que um pequeno resumo do que podem ler no artigo original.

Tipos de treino que vão fazer neste plano
Corrida Contínua
Treino tipico de recuperação, a um ritmo lento, de preferência em terreno mole como terra ou relva. A nível de sensações quer-se algo até 140bmp. No plano corresponde sempre ao treino de 4ª feira.


Fartlek
Este é o primeiro treino da semana. A ideia é submeter o corpo a ritmos diferentes durante o treino. Tudo desde passada muito lenta, até algo próximo da velocidade máxima, de preferência em terrenos acidentados, pois este treino pretende reforçar esses musculos.

Repetições de 5km
Treino para trabalhar nosso ritmo. Nestes treinos o atleta deve correr dentro do ritmo previsto para a Maratona. Obviamente que 5km ao ritmo de uma Maratona vai-vos parecer lento, pois certamente conseguem fazer bem mais rápido que isso. Mas este é talvez o tipo de treino mais importante para uma Maratona. Será este treino que nos vai ajudar a manter o ritmo quando entrarmos na fase critica da Maratona, normalmente à volta dos 30kms, onde começamos a ter dificuldades e manter o ritmo pretendido.

Sessão de Teste
Como o nome indica, este sessão pretende testar nosso "motor". Deve ser realizado nas mesmas condições em que vão realizar a Maratona. Mesmo equipamento, abastecimentos, sapatos e ao ritmo que definiram para a prova. Consoante o resultado desse teste, podem e devem ajustar quer os treinos seguintes, quer as expetativas e objetivos que traçaram para a prova. 

Repouso
Eu tenho esse problema. Não consigo estar parado. Se não treinar um dia, sinto logo aquela "comichão". Mas estou a fazer mal. O repouso é fundamental em qualquer desportista. Por isso sejam mais espertos que eu, e respeitem os dias definidos para o descanso. São fundamentais!

Flexibilidade e reforço muscular
Já falei disto aqui, e nunca é demais relembrar. Vossos treinos devem ter sempre sessões de flexibilidade antes e depois do treino. Devem alongar bem os músculos que vão ser usados no treino. Recomenda-se 5 min antes do treino e 10 min depois do treino. Se tiverem oportunidade de ver atletas profissionais a treinar, vão constatar que não há uma sessão de treino em que não façam alongamentos. Por isso se eles fazem, porque hão-de vocês esquivar-se?
Depois tem a parte de reforço muscular. A meu ver, a corrida em si não é suficiente no que toca ao reforço muscular, pelo que devem procurar esse trabalho fora da corrida. Tipicamente num ginásio, ou num parque ao ar livre.
Flexibilidade e reforço muscular podem ser a diferença entre ter uma lesão e não a ter. 

Cinco treinos por semana
A questão de saber quantos treinos por semana devemos fazer, já aflorei aqui. Considero que quatro a cinco treinos por semana é o ideal para o corredor normal. Seis a sete dias, isso é para os profissionais.
É fundamental seguir o plano à risca. Faça chuva ou sol, estejamos cansados ou não. Não iriam ficar bem com vossa consciência se faltarem aos treinos ocasionalmente, e acreditem, iam ter problemas até na própria corrida.

Planos
Tentei colocar os dois planos numa tabela, para ser mais fácil de visualizar. Além disso, optei por definir os ritmos pretendidos para cada treino, de modo a ser mais fácil de perceber e colocar em prática. 
São dois planos de 8 semanas, um para fazer uma Maratona em 03h30 e outro em 03h00. Considero 8 semanas insuficiente para preparar uma Maratona. Para mim no mínimo devem ser 12 semanas, pelo que se pretendem preparar vossa primeira Maratona, não comecem a treinar apenas 8 semanas antes. Pressupõe-se que já correm com regularidade, e que já tenham feito pelo menos uma Meia Maratona.
A ideia por trás deste plano é não inventar. Pegar em algo simples e com resultados comprovados, e aplicar. Estamos portanto, perante um plano que irá servir a 99% das pessoas que pretendem fazer sua primeira Maratona.
A grande vantagem de ter um plano de treinos, é que acaba sendo o melhor que podemos ter, quando não temos um treinador pessoal a delinear os nossos treinos. Mas para usar este plano, tem que assumir o compromisso de o seguir na integra. Não vou falar dos cuidados a ter a nível de descanso e alimentação. Se querem fazer uma Maratona, dificilmente podem não se considerar atletas, pelo que já tem experiência suficiente para saber que o esforço a que se propõe submeter, de nada servirá se não tiver o devido acompanhamento nas outras variantes do treino.

Plano para Maratona em 03h30
 

Plano para Maratona em 03h00


 Espero que vos seja útil. Bons treinos
Leia Mais ››

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Apeteceu-me escrever - Dicas

Sinto falta das crónicas semanais, embora não tanto como de correr sem problemas claro. As crónicas semanais não eram nada de especial, mas eram porreiras de se fazer. Sobretudo até à lesão. Em pouco tempo vi a minha forma a melhorar, sentia-me muito motivado e inclusivé com ilusões a mais (03h30min para a primeira Maratona... está certo...). Depois, veio a lesão e tudo isso ficou para segundo plano.


Ensinamentos que a experiência nos dá
Quando tomei a decisão de fazer a Maratona, estava ciente que ia completamente às claras. Pesquisei muito por um plano de treinos que achasse adequado, até que escolhi um que me convenceu. Tinha a certeza que não era o ideal, apenas queria passar pela experiência, pelo processo. Cometer erros, ver no que dava na prova e depois aplicar essa experiência no futuro. No entanto, não precisei de fazer a prova para perceber que o plano era curto. Três treinos por semana como defini inicialmente, era pouco. O ideal é 4 a 5 treinos. Aqui está um ensinamento que levo para o futuro.

Complemento à corrida
Outra coisa que passei a dar outro valor, é a idea de que, correr apenas não chega. Tal como pedalar apenas não chega no ciclismo. É necessário fazer trabalho especifico de reforço muscular. É necessário fazer trabalho de flexibilidade. É necessário fazer alongamentos. Tudo isso é fundamental para reduzir o risco de lesões. 
 A corrida é um desporto muito violento para as articulações. Sobretudo em estrada.

Seguir o plano
Ter um plano de treinos, significa ter um guia para os nossos treinos. Significa ter objetivos claros para todas as vezes que calçamos as sapatilhas, e vamos treinar. Cabe a nós no mínimo, seguir à risca o que está planeado. Se queremos atingir os nossos objetivos, não podemos relaxar, não podemos deixar andar. Temos que atingir o objetivo traçado para o treino, ou até superá-lo.


Se o treino pede 3km a 04:00, temos que conseguir fazer 3km em 12min ou menos, custe o que custa. Claro que há sempre um limite, mas esse limite deve ser bem alto, temos que nos habituar a não desistir. Se desistimos hoje.. amanhã desistiremos de novo. A atitude é muito importante. Temos que ser mais fortes que o corpo. Sobretudo nos dias que estamos cansados.

Mas acima de tudo, devemos tirar prazer do que fazemos. Afinal é suposto ser algo que fazemos porque queremos, não porque somos obrigados.

Atitude
Como sabem existe sempre o risco de over-training. Uma maneira simples de saberem se estão a treinar demais, é ao acordar. Se vossas bmp em repouso forem o que costumam ser, não há problema. Se estiverem bem acima, é sinal para parar. Mas, se as bmp estiverem normais e vocês cansados. Essa é uma daquelas ocasiões em que a cabeça tem que ser mais forte que o corpo, e superar o cansaço. Só assim o corpo se habitua ao esforço, só assim ele fica mais forte, mais resistente, mais performante.
Leia Mais ››