domingo, 2 de abril de 2017

Corrida Dia do Pai Porto 2017 - Rescaldo

Já se tornou uma tradição participar nesta corrida. Foi nesta prova que me estreei nestas andanças, e desde então creio que não falhei um ano. Felizmente abordei esta prova sem os problemas/preocupações que tive um ano antes, pelo que a expetativa era sobretudo divertir-me. Com a preparação para a Maratona de Madrid a rolar mais ou menos conforme planeado, fui para este prova sem pretensões ao nível de tempo, mas já assim foi noutras provas, e depois acabei tendo prestações bem agradáveis. Será que desta vez foi assim?


A foto diz tudo não diz? Nossa tinha muitos atletas. Dá gozo ver a moldura humana que esta prova tem, ano após ano, mostrando que o desporto não pára de crescer. 

Como foi a prova?
Um dos erros que cometo sistematicamente, é que vou para o local de partida muito em cima da hojra, o que faz com que parta atrasado. Desta vez não foi exceção. Embora me tinha inscrito no grupo dos mais rápidos, a verdade é éramos mesmo muitos. Há hora prevista, foi dado o tiro de partida.

Foram precisos mais perto de 3 kms até conseguir correr sem tanta gente dos lados, e sobretudo sem ter que ultrapassar constantemente outros participantes. Naturalmente, os mais rápidos já lá iam, mas nao obstante isso, o facto de não partir logo colado a atletas melhor preparados que eu, dificulta a vida de quem quer lutar por record pessoal. Se conseguirmos logo á partida coluramo-nos a alguém mais rápido, temos mais hipóteses de conseguir melhorar nossa marca pessoal.

Antes da prova começar tive tempo de decidir o que queria fazer. "Matar-me" pelo melhor resultado possível, ou ir um pouco mais relaxado. Como o tempo estava perfeito para correr, decidi começar bem forte, e ver até onde podia aguentar. Meus parciais não enganaram. Primeiros 2 kms rondaram o 04:00, reflexo em parte da confusão da partida, e depois até ao km 5 fui sempre num ritmo bem constante a rondar os 03:55. Depois disso comecei a pagar o esforço de estar a correr a um ritmo que não costuma correr, e para o qual não me preparei devidamente. Afinal preparar para uma Maratona não é o mesmo que preparar para provas curtas. 
Esta prova não é a ideal para tempos, ali pelo km 7 apanhamos parte da subida para Avenida Boavista, que por norma causa muitos danos. Como já conheço bem o percurso, procurei gerir meu esforço nessa fase. 
Quando demos meia volta na subida para a Avenida da Boavista, deixei passar uns 10/15s para baixar um pouco as BPM, e aproveitando o facto de ser a descer, acelerei o mais que pude, o que se refletiu de imediato no parcial do km 8, onde a uma dada altura sou ultrapassado por outro corredor, claramente num ritmo mais rápido. Tentei acompanhar mas sem hipótese, era demais para mim.


Esta foi a foto mais "simpática" que me tiraram, porque na verdade não ia 100%, ia a 110%. Foi uma parte final de faca nos dentes, a sofrer muito, na tentativa de fazer o melhor tempo possível.
Terminei a prova com 9.80kms no relógio e fiquei deveras chateado com isso, pois fiz tempo para record pessoa. Que fiz? Pausei o relógio, e mal tive oportunidade fiz os restantes 20m, até chegar aos 10kms, com o cuidado de tentar fazê-los ao ritmo com que acabei. Fiz batota? Um pouco quiça, mas quem corre sabe bem o que isto é. Matei-me para fazer o tempo que fiz, e não ia deixar que 20m me tirassem meu record pessoal.
 Meu tempo final? 00:39:10 cerca de menos 20s que meu record pessoal anterior.

Terá sido a terceira ou quarto vez que assumidamente fui para uma prova sem expetativas de record pessoal, e depois saio com record pessoal. Garanto que não é bluf, mas o que é certo é que tem resultado.

Esta foi a minha última prova antes da Maratona de Madrid, onde espero não só chegar ao fim, mas conseguir melhor minha marca pessoal.

Boas corridas para todos

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sábado, 11 de março de 2017

Análise - Adidas Supernova Glide Boost 9

Nos últimos 3 anos, as Adidas Supernova Glide Boost tornaram-se numa referência em sapatos de corrida. A qualidade da passada que proporcionava, em harmonia com o facto de ser ao mesmo tempo firme e suave, em conjunto como espaço que proporcionava para os pés (por vezes um problema na Adidas pelo que alguns especialistas comentavam), tornaram este modelo algo a ter em conta para qualquer tipo de corredor.

Quando comprei as Glide Boost 8, fiquei muito admirado com o quão boas elas eram. Sentia-me super bem nelas, era fácil correr rápido, sentia mesmo aquele retorno de energia a cada passada, que a marca anunciava. E estas boas sensações que elas provocavam, ajudaram a que fossem consideradas os melhores sapatos de corrida de 2016, em pelo menos um ou dois sites da especialidade.

Naturalmente quando foi hora de trocar as minhas Glide 8, foi impossível não me manter neste modelo, e acabei comprando as Glide 9. A durabilidade e qualidade da passada que proporcionava tornou esta opção algo fácil de fazer, até porque as comprei a um preço muito bom.

Não conhecendo em detalhe o modelo anterior, as Glide 8, visualmente senti bastante diferenças para as que tinha. Logo à partida achei que eram mais reforçadas. Destaco aquele espécie de plástico esverdeado que tem atrás mesmo acima da sola. Fui comparar pesos e bate certo. Terá ganho cerca de 11grs, passando de 295 para 311.
Tendo feito perto 150kms com elas, já dá para ter uma ideia boa do que são e não são. E claramente senti diferenças para as Glide 8, pois não tive o mesmo tipo de sensações. Quase pareciam outro modelo. 

A sola está muito modificada face ao que era anteriormente, e visualmente vê-se claramente muito mais daquele espécie de esferovite a que chamam Boost. E isto naturalmente, tem que provocar diferenças na maneira como lidam com o peso. Creio que a ideia foi no sentido de dar mais suporte à passada, mais amortecimento talvez, para direcionar este modelo para distâncias mais longas. Por outro lado, e mesmo ao fim de 150kms, ainda não sei se já consegui quebrar aquela resistência inicial. Li algures que neste modelo demora um bocado. Peso 72 kg pelo que não sou muito pesado, mas não obstante isso não senti tanta suavidade como sentia nas 8. Sente-se o volume Boost extra sem duvida, mas não me parecem tão suaves como as 8. A pisada é sem duvida mais firme que anteriormente, devido talvez a ter mais 20% de Boost.


Continuam a ser umas sapatilhas excelentes, e adoraria correr com elas sem dores. Uma lesão no pé esquerdo não ajuda obviamente a ter sensações exatas, e sinceramente acho que vou precisar de mais kms e talvez outro modelo para comparar devidamente e auferir se a médio prazo, estas alterações vão ter outros efeitos ou não. O que me parece claro, é que vão poder correr distâncias mais longas agora, mais que não seja ao nível de durabilidade..

Esteticamente, gostos não se discutem, mas acho-as lindas como sempre. A nesta cor, posso dizer a que a Adidas começa a arriscar mais neste aspeto. 
A sola é mais uma vez uma parceria com a Continental, e eu pelo menos adoro. Aqui não tenho a mais pequena duvida que são talvez as que mais aderência oferecem em todas as condições. Já quanto à durabilidade, se for como as 8, então vão ter sapatos para muito tempo, comparativamente com alguns concorrentes.

E pronto, não obstante uma mudança drástica face aos modelos anteriores, que provavelmente a aproximam mais de outros modelos da marca, como as Ultra Boost, mais orientados para maiores distâncias, quiçá, o seu público-alvo terá mudado, não deixam de ser uma boa opção para qualquer corredor.

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Trail Expedição ao S. Gonçalo 2017 - Rescaldo

Escrever uma crónica quase duas semanas na prova, não é o ideal. O trabalho e os treinos absorvem muito tempo e energia, e depois não há cabeça para escrever, mas enfim, vamos lá. Uma semana após meu primeiro trail em alguns meses, voltei a uma zona de Barcelos onde já corri algumas vezes, para participar no Trail Longo de 26 kms ao S. Gonçalo. No papel, o dobro da distância do trail que fiz uma semana antes apenas.

Na últimas provas que tenho feito, de vez em quando lá acontecem situações de stress e desta vez não foi excepção, desta vez por culpa minha. A minha equipa não fica sediada na cidade onde vivo, pelo que muitas vezes meus colegas só me entregam meu dorsal no dia da prova. Nesta prova havia trail longo e trail curto, e desta vez quase todos os meus colegas inscreveram-se no Trail Curto. Por burrice minha, pedi para me inscrever no curto também, cerca de um mês antes, mas depois fui para a prova convencido que estava inscrito no trail longo. Resultado, o tempo passar e meus colegas nada. Tiro de partida dado, e meus colegas nada. Até que uns 2 a 3 min depois do inicio da partida, meus colegas lá aparecem. Vou a correr ter com eles, e é ai que constato que me estava inscrito no trail curto. Uma rápida troca de dorsais com outro colega que estava inscrito no Trail Longo, mas que ia fazer o curto, e lá parti eu, sem aquecer e com uns 4min de atraso.


A altimetria não engana, era uma prova com muita subida e descida, típico desta zona. O inicio da prova foi naturalmente difícil. Sem aquecer, preocupei-me em ir o mais rápido que pude, para não correr o risco de me perder, pois o inicio da prova era em asfalto como sempre. Lá consegui entrar no trilho certo, mas custou-me. A asma não gosta do frio, pelo que levei quase 1h a estabilizar minhas pulsações. 

A prova em si até me correu melhor que o esperado. Fui sempre sozinho, recuperando alguns lugares e conseguindo sempre manter um bom ritmo. Senti uma quebra ali perto do km 20, mas fora isso eu diria que a prova me correu melhor que o esperado. Infelizmente, as sapatilhas que uso são mesmo só indicadas para trails curtos, pois passando dos 20 kms começo a sentir dores na planta do pé, e desta vez essa lesão foi forte digamos, porque duas semanas depois ainda tenho problemas no pé esquerdo, tanto que desisti de fazer trails até à Maratona de Madrid.
Mas voltando à prova, o tempo final de 03:06:02 foi para o meu nível. Pena a lesão que me vai afastar dos trails por uns tempos. Claramente terei que investir noutros sapatos.

A prova foi muito bem organizada, tudo bem marcado, bem recebidos na localidade como sempre, uma daquelas provas que podem e devem fazer um dia. O cenário é lindo, e felizmente não estava já aquele frio de rachar.

Próxima prova, será já um clássico para mim. A Corrida do Dia do Pai no Porto.

Aquele abraço
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quarta-feira, 1 de março de 2017

Trail Nossa Senhora da Guia 2017 - Rescaldo

Quase três meses após meu último trail, e fresco da Meia Maratona de Braga, finalmente voltei aos trilhos, participando num trail solidário, curto mas com um acumulado bem interessante para a pouca distância da prova. O objetivo era apenas reabituar-me ao sobe e desce típico das montanhas, e começar a pensar em trails futuros mais duros.


Gosto muito deste tipo de provas, em localidades mais remotas. Somos sempre bem recebidos e tratados, e o próprio ambiente é bem mais light. Sendo a primeira vez que este trail foi organizado nesta localidades, obviamente que não se podia ter grandes expetativas, mas àparte algum atraso na partida, posso dizer que foi uma prova bem organizada, e onde recebi a melhor medalha de sempre, feita por crianças da Creche local.

 
Como disse na introdução, era uma prova bem curta, com apenas 13 kms, mas com 600m de acumulado, pelo que como podem praticamente não havia piso plano, era essencialmente sobe e desce. Com minha preparação para a Maratona de Madrid a passar essencialmente por estrada, naturalmente esperava dificuldades nas subidas, mas como era uma prova curta, decidi arriscar e puxar aquilo que me era possível. E até ao pico final, fui fazendo as subidas bem, quebrando apenas um pouco na parte final.


Fiquei bem perto do que penso ser um tempo minimamente aceitável para a prova em questão, 01:30:33, mas isso não importa minimamente. Como foi uma prova curta, deu para gozar muito algumas das descidas que apanhei, matei saudades do monte e diverti-me.

Venha-se a próxima prova :)
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Meia Maratona de Braga 2017 - Rescaldo

Ultimamente tenho tido a vida muito ocupada, retirando-me tempo, cabeça e por vezes vontade até de vir escrever. Não gosto que assim seja, mas não tem sido fácil. Mas pronto, feito o desabafo venha-se o rescaldo.
Passaram pouco mais de 2 meses desde a minha última prova, a Meia Maratona de Vigo onde melhorei a minha marca pessoal aos 21 kms, encerrando assim em beleza o ano mais preenchido a nível de corridas que já tive. Desde então, foi tempo de ir mantendo a forma, e começar 2017 já a pensar na Maratona de Madrid em Abril. E dentro desse plano, estava a Meia Maratona de Braga, prova que já havia feito em 2016. Semanas antes tinha o objetivo de atacar nesta prova os 90 min à distância. Será que consegui?


Fui para esta prova com vinte e tal treinos realizados em 2017, a pensar na Maratona de Madrid. Por varias razões, não consegui treinar mais do que 4 vezes por semana, pelo que o progresso embora melhor que na preparação para a Maratona do Porto, não estava a ser o desejado. Passei uma fase muito complicado, com grandes exigências a nível pessoal e profissional, que me proporcionaram mais de um mês sem descanso suficiente, sem poder dormir as horas que necessitava etc. Tudo isto levou a que meu corpo se ressentisse, o que me fez passar algumas semanas adoentados, até que decidi parar 4 dias com qualquer tipo de treino, a ver se consegui recuperar. Isto ajudou, mas obviamente tirou-me forma, e com isso lá se foi o meu objetivo de atacar nesta prova os 90 min.

Dia da prova
Estavam condições ideiais para pessoas que como eu, sofrem de bronquite asmática, chuva! Com a chuva o ar fica limpo, e como tal conseguirmos respirar melhor, pelo que logo por ai fiquei com algum ânimo. Depois o aquecimento deu-me boas sensações, melhores do que as que tinha tido nos treinos anteriores, pelo que decidi iniciar a prova numa de deixa ver no que dá, mesmo sabendo que não estava certamente nas melhores condições para conseguir meu grande objetivo à distância. Meu plano tentar passar primeira metade da prova num ritmo entre os 04:20 e 04:25, para depois atacar, caso houvesse pernas.
Conhecia bem o percurso, e sabia que a segunda metade era mais rápida que a primeira. Além disso retiraram do percurso uma parte que subia muita para o que é normal numa prova de estrada, o que automaticamente tornou esta prova mais rápida.


Pois bem, começou a prova e lá fui eu. Não consegui começar no ritmo pretendido, sobretudo por receio. Receio de quebrar na parte final, pelo que fui-me aguentando naquele ritmo. A primeira metade da prova, embora plano, tinha sempre alguma inclinação, pelo que mal demos meia volta, foi tempo de atacar. Colei-me a outro atleta claramente mais confortável que eu, e lá fomos. Para surpresa minha senti-me super bem, até ao km 15 onde comecei a quebrar. A partir dai passou a ser faca nos dentes, sempre em sofrimento, provando que minha preparação não estava à altura do ritmo que estava a tentar imprimir. Numa zona de reforço a minha "boleia" deu-me 2 metros de avanço, mas com muito esforço, consegui não o deixar escapar, o que ajudou ao tempo final. Mesmo com grande esforço, consegui aproveitar esta boleia e a inclinação favorável, para me manter abaixo dos 04:15 até ao km 18, onde o percurso deu nova meia volta, desta vez até à meta. Os 3 kms finais foram de novo com alguma inclinação positiva e vento de frente, o que dificultou mais as coisas. Mesmo assim, dei o que tinha e não tinha, passei minha boleia, e foi sempre no limite até à meta. Terminei a prova com o tempo final de 01:31:45.

Voltei a melhorar meu record pessoal, pelo que devia ficar satisfeito com isso, mas confesso, terminei a proa com um xxxxx-se... por frustração. Embora tenha dado tudo o que tinha e não tinha, senti que podia ter feito melhor na primeira metade. Seja como for, após dois meses sem competir, foi uma boa maneira de começar a época, e sobretudo tenho que continuar grato por correr sem problemas de maior.

Venha-se os próximos capítulos de 2017.
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